‘Frustrado’, Trump reúne assessores de campanha em meio a desafio para reeleição

Presidente dos Estados Unidos encara pesquisas que mostram queda nas chances de vitória contra Biden após pandemia e série de protestos

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (01.jun.2020)
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (01.jun.2020) Foto: Tom Brenner/Reuters

Steve Holland, da Reuters

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se reuniu com seus principais assessores de campanha, nesta quinta-feira (04), tendo como pano de fundo pesquisas que mostram uma queda nas chances de reeleição, no momento em que a economia sofre com uma pandemia global e manifestantes protestam em cidades de todo o país.

Duas fontes a par da reunião disseram que Trump conversou na Casa Branca com o gerente de campanha, Brad Parscale, e o chefe de gabinete da Casa Branca, Mark Meadows, o assessor sênior Jared Kushner, o vice-gerente de campanha, Bill Stepien, e o especialista em pesquisas Tony Fabrizio, entre outros.

Uma fonte descreveu Trump como frustrado enquanto luta para reagir a uma série de problemas, mais recentemente protestos em massa resultantes da morte do homem negro George Floyd sob custódia da polícia de Minneapolis, na semana passada.

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Sondagens internas da campanha espelham as pesquisas públicas, que mostram Trump perdendo sua batalha de reeleição para o democrata Joe Biden neste momento, disse uma fonte.

Pesquisas públicas têm apontado Biden na liderança nacional das intenções de veto e, o mais importante, à frente do rival em estados indecisos onde a eleição de 3 de novembro será decidida.

Trump adotou a defesa da lei e da ordem na esteira dos protestos, que se tornaram violentos no final de semana. Ele classificou a morte de Floyd como uma “tragédia grave” e disse respeitar os direitos de manifestantes pacíficos, mas é criticado por não mostrar mais empatia e apontar um caminho para melhorar as relações raciais.

Ele e seus principais assessores cogitaram um encontro de Trump com líderes afro-norte-americano para ouvi-los. Até agora, ele não quis fazer um pronunciamento no Salão Oval, como alguns assessores sugeriram.

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