Em reunião do G20, OMS pede que países tenham cuidado ao flexibilizar quarentena

OMS reiterou que países só retomem as atividades quando estiverem certos que seus sistemas de saúde têm capacidade de detectar, testar e cuidar de cada caso

O diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus
O diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus Foto: Denis Balibouse/Reuters (28.fev.2020)

Estadão Conteúdo

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Durante vídeoconferência com os ministros da Saúde do G20, grupo das 20 maiores economias do planeta, realizada nesta manhã, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, pediu cautela aos países-membros nas decisões de relaxar as medidas de quarentena e isolamento social e pleiteou ajuda para países mais pobres, onde a doença começou a se espalhar.

“É encorajador que vários países agora estejam planejando como diminuir as restrições sociais, mas é crítico que tais medidas sejam tomadas de maneira escalonada”, disse Tedros. “Relaxar a quarentena não é o fim da epidemia no país, é só o começo da próxima fase. É vital que os países eduquem, engagem e empoderem sua população para prevenir e responder rapidamente a qualquer ressurgência do vírus.”

O mandatário da OMS reiterou que é importante que países só comecem a retomar a normalidade quando estiverem certos que seus sistemas de saúde têm capacidade de “detectar, testar, isolar e cuidar de cada caso, além de tracar todo contato que o paciente teve”. “É necessário garantir que os sistemas de saúde tenham capacidade de absorver qualquer aumento nas infecções.”

Para Tedros, o próximo passo é garantir a ajuda dos países mais ricos do mundo a regiões como a África, onde o desafio é superar a “falta crítica de equipamentos e entregá-los de forma organizada por conta da sua infraestrutura frágil”.

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