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    G7 quer levantar US$ 600 bilhões para se contrapor ao Cinturão e Rota da China

    A "Parceria para Infraestrutura e Investimento Global" buscará financiar a infraestrutura necessária em países em desenvolvimento e se contrapor ao projeto mais antigo e multitrilionário chinês

    O primeiro-ministro do Japão Fumio Kishida, o presidente dos EUA Joe Biden, o secretário-geral da OTAN Jens Stoltenberg, a presidente da Comissão Europeia Ursula von der Leyen e o primeiro-ministro do Canadá Justin Trudeau e o chanceler da Alemanha Olaf Scholz antes da reunião dos líderes do G7 em Bruxelas, em 24 de março de 2022
    O primeiro-ministro do Japão Fumio Kishida, o presidente dos EUA Joe Biden, o secretário-geral da OTAN Jens Stoltenberg, a presidente da Comissão Europeia Ursula von der Leyen e o primeiro-ministro do Canadá Justin Trudeau e o chanceler da Alemanha Olaf Scholz antes da reunião dos líderes do G7 em Bruxelas, em 24 de março de 2022 Foto: Henry Nicholls - Pool/Getty Images

    Andrea Shalalda Reuters

    Alemanha

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    Os líderes do G7 se comprometeram neste domingo a levantar US$ 600 bilhões em fundos públicos e privados ao longo de cinco anos para financiar a infraestrutura necessária em países em desenvolvimento e se contrapor ao projeto mais antigo e multitrilionário da China, Cinturão e Rota.

    O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e outros líderes do G7 relançaram a recém-renomeada “Parceria para Infraestrutura e Investimento Global”, em seu encontro anual realizado este ano no Schloss Elmau, no sul da Alemanha.

    Biden disse que os Estados Unidos mobilizarão 200 bilhões de dólares em doações, fundos federais e investimentos privados ao longo de cinco anos para apoiar projetos em países de baixa e média renda que ajudem a combater as mudanças climáticas, bem como melhorar a saúde global, igualdade de gênero e infraestrutura digital.

    “Quero ser claro. Isso não é ajuda ou caridade. É um investimento que trará retorno para todos”, disse Biden, acrescentando que permitirá aos países “ver os benefícios concretos da parceria com as democracias”.

    Biden disse que centenas de bilhões de dólares adicionais podem vir de bancos multilaterais de desenvolvimento, instituições financeiras de desenvolvimento, fundos soberanos e outros.

    A Europa mobilizará 300 bilhões de euros para a iniciativa no mesmo período para construir uma alternativa sustentável ao esquema da iniciativa do Cinturão e Rota da China, que o presidente chinês, Xi Jinping, lançou em 2013, disse a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

    Os líderes da Itália, Canadá e Japão também falaram sobre seus planos, alguns dos quais já foram anunciados separadamente.

    O presidente francês, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, não estiveram presentes, mas seus países também estão participando.

    O esquema de investimentos da China envolve iniciativas de desenvolvimento e investimentos em mais de 100 países com uma gama de projetos, que incluem ferrovias, portos e rodovias, com o objetivo de criar uma versão moderna da antiga rota comercial da Rota da Seda da Ásia para a Europa.

    Autoridades da Casa Branca disseram que o plano trouxe poucos benefícios tangíveis para muitos países em desenvolvimento.

    Centenas protestam por justiça climática durante G7

    Centenas de manifestantes fizeram uma passeata na cidade de Garmisch-Partenkirchen, no sul da Alemanha, neste domingo (26), perto de onde os líderes do G7 estão reunidos, exigindo ações contra as mudanças climáticas.

    Sob uma faixa que dizia “Justiça Global, Salvando o Clima em vez de Armar”, vários oradores dirigiram-se a uma multidão de manifestantes, pedindo mais ações para combater as mudanças climáticas.

    “Estou protestando aqui hoje pela justiça climática e pelas decisões certas a serem tomadas para que eu tenha um futuro”, disse Theresa Stoeckl, uma das manifestantes.

    Sete dos manifestantes, segurando uma faixa da Oxfam que dizia “Parem de queimar nosso planeta”, usavam trajes tradicionais da Baviera e máscaras representando os líderes do G7. Eles seguravam canecas de cerveja enquanto tinham um modelo da terra sobre uma churrasqueira.

    “Sete chefes de governo de diferentes países negociam sobre o mundo inteiro. E já vimos antes que o que eles negociam nem sempre beneficia o mundo inteiro”, disse Benedikt Doennwagen.

    Outro manifestante, Erich Utz, disse que os líderes do G7 deveriam incluir os jovens na cúpula e em suas decisões.

    “Tenho 17 anos. Há pessoas sentadas lá que têm quatro vezes a minha idade, discutindo meu futuro sem perguntar a nenhum jovem o que queremos nem uma vez”, disse Utz.

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