Gabinete de Israel discute respostas ao ataque de mísseis do Irã, diz fonte
Benjamin Netanyahu fez alerta aos iranianos: "Mais está a caminho"

O gabinete de Israel está se reunindo para discutir as respostas ao ataque com mísseis do Irã feito nesta sexta-feira (13), informou uma autoridade israelense à CNN.
A expectativa é que Israel intensifique ainda mais o próximo ataque que realizar contra o Irã, disse a fonte.
Por sua vez, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, se dirigiu diretamente ao povo iraniano em um vídeo divulgado.
Ele incentivou os civis a “levantarem-se e fazerem suas vozes serem ouvidas”, pontuando que a luta de Israel não é contra eles, mas contra o governo iraniano.
“Mais está a caminho. O regime [iraniano] não sabe o que os atingiu, nem o que irá atingi-los. Nunca esteve tão fraco”, alertou Netanyahu.
Centenas de mísseis foram lançados, diz mídia estatal
Segundo a agência estatal IRNA, centenas de mísseis balísticos foram lançados contra Israel.
Entretanto, o Exército israelense afirmou que os iranianos dispararam menos de 100 mísseis e atingiram alguns locais.
Parte dos danos em Israel se deve aos destroços de interceptação, disse Effie Defrin, porta-voz das Forças de Defesa de Israel, em um comunicado em vídeo.
Enquanto isso, a Guarda Revolucionária do Irã disse que realizou ataques contra dezenas de alvos.
De acordo com o grupo, os alvos incluem centros militares e base aéreas. A operação foi chamada "Promessa Verdadeira 3".
Entenda o motivo de Israel atacar o Irã agora
Israel escolheu atacar o Irã neste momento porque entendeu que o regime dos aiatolás está mais vulnerável do que nunca — e que a oportunidade para agir estava se esgotando.
O cálculo israelense considerou fatores internos e externos que colocaram o regime dos aiatolás em uma posição de fragilidade inédita.
Além disso, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu decidiu agir antes que negociações entre Irã e Estados Unidos pudessem de fato levar a um acordo para suspender a criação de uma bomba atômica iraniana.
Para o governo israelense, esta era uma oportunidade de ouro para deter o desenvolvimento do programa nuclear do país rival com menor risco de retaliação coordenada por Teerã e pelas milícias apoiadas pelo regime no Oriente Médio.
Nos últimos meses, todos os principais aliados dos iranianos na região sofreram derrotas sucessivas em confrontos com Israel — que contou com o apoio, inclusive militar, das principais potências ocidentais em suas guerras.
Esses aliados eram considerados chave para pressionar Israel e agir como primeira linha de frente na defesa do Irã, mas estão todos nas cordas neste momento.


