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    George Santos é alvo de mais acusações envolvendo financiamento de campanha nos EUA

    Procuradores apontam que deputado norte-americano filho de brasileiros fez cobranças indevidas de contribuintes, entre outros indícios de corrupção

    George Santos, deputado republicano eleito nos EUA
    George Santos, deputado republicano eleito nos EUA Wade Vandervort/AFP/Getty Images

    Costas PitasDan WhitcombDan WhitcombLuc Cohenda Reuters

    Washington D.C. e Nova York

    O deputado norte-americano George Santos, que é filho de brasileiros, foi alvo de mais acusações criminais na terça-feira (10), com procuradores o acusando de supervalorizar os números de arrecadação de fundos de sua campanha e de fazer cobranças em cartões de crédito de contribuintes de campanha, sem o consentimento deles.

    Um indiciamento com 23 acusações apresentado no tribunal federal em Central Islip, em Nova York, acusou o deputado de Long Island e sua antiga tesoureira, Nancy Marks, de terem dito falsamente à Comissão Eleitoral Federal (FEC, na sigla em inglês) que seus familiares tinham feito contribuições financeiras significativas.

    Os relatórios falsos apontavam que a campanha de Santos tinha angariado pelo menos 250 mil dólares de doadores externos em um único trimestre, o limite para ficar elegível ao apoio financeiro e logístico do Partido Republicano, disseram os procuradores.

    Veja também: Câmara dos EUA destitui Kevin McCarthy do cargo de presidente

    Santos também disse à FEC que fez um empréstimo de 500 mil dólares para sua campanha quando tinha apenas 8 mil dólares em suas contas bancárias na época, de acordo com a acusação.

    Marks se declarou culpada na semana passada de uma acusação de conspiração.

    Santos, de 35 anos, se declarou inocente em maio diante de 13 acusações relacionadas a fraudes de possíveis apoiadores políticos ao lavar fundos para pagar suas despesas pessoais, receber ilegalmente seguro-desemprego enquanto estava empregado e mentir sobre seus bens à Câmara dos Deputados dos EUA.

    Seu advogado não respondeu imediatamente a um pedido de comentário na terça-feira.

    O político de primeiro mandato se declarou inocente e resistiu aos apelos para renunciar por mentir sobre seu currículo. Ele está em liberdade após pagamento de fiança de 500 mil dólares.