
Governador da Califórnia critica ataques dos EUA a barcos: "Arrepiante"
"O que aconteceu com o devido processo legal? O que aconteceu com o Estado de Direito?", disse Gavin Newsom ao ser questionado durante a COP30, em Belém

O governador da Califórnia, Gavin Newsom, criticou os ataques lançados por militares dos EUA contra barcos que supostamente transportavam drogas no Caribe e no Pacífico.
"O que aconteceu com o devido processo legal? O que aconteceu com o Estado de Direito?", disse Newsom ao ser questionado sobre os ataques durante a COP30, em Belém, no Brasil.
"É arrepiante para mim ver aquelas cenas dos Estados Unidos da América explodindo barcos sem transparência, sem consultar e consentir com o Congresso dos Estados Unidos, os representantes do meu país, com briefings risíveis, que membros do Congresso, tanto da Câmara quanto do Senado, incluindo republicanos, criticaram", completou.
Governo Trump diz ao Congresso não ter justificativa para atacar Venezuela
Na semana passada, autoridades do governo Trump disseram a parlamentares americanos que os EUA não estão planejando lançar ataques dentro da Venezuela e não têm justificativa legal para ataques contra alvos terrestres neste momento.
De acordo com fontes, a reunião foi conduzida pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth, e por um funcionário do Gabinete de Assessoria Jurídica da Casa Branca.
Durante a sessão fechada, os legisladores foram informados de que um parecer anterior não autoriza ataques dentro da própria Venezuela ou em qualquer outro território, disseram quatro fontes.
O parecer existente do Escritório de Assessoria Jurídica (OLC) inclui uma lista de 24 cartéis e organizações criminosas diferentes com base na América Latina que, de acordo com o documento, o governo está autorizado a combater.
Agora, o governo Trump busca um parecer jurídico independente do Departamento de Justiça que justifique o lançamento de ataques contra alvos terrestres sem a necessidade de autorização do Congresso para o uso da força militar, segundo um funcionário americano.
“O que é verdade hoje pode muito bem não ser amanhã”, disse esse funcionário americano ao discutir o estado atual da política, ressaltando que Trump ainda não decidiu como lidará com a Venezuela.
O enorme acúmulo de recursos militares no Caribe, que em breve incluirá o grupo de Porta-Aviões Ford, levantou questionamentos sobre se os EUA pretendem atacar o território venezuelano.
No entanto, fontes afirmaram que os recursos militares estão sendo deslocados para lá apenas para apoiar operações de combate ao narcotráfico e coletar informações de inteligência.
Até o momento, o governo tem tentado evitar o envolvimento do Congresso em sua campanha militar na América Latina.


