Governador japonês pede ajuda ao Exército para conter ataques de ursos
Província de Akita já registrou mais de 50 mortes e pessoas feridas após entrarem em contato com os animais

O governador de Akita, uma província montanhosa no norte do Japão, pediu ajuda de militares para proteger os moradores de uma onda de ataques de ursos.
"A exaustão em campo está chegando ao limite", disse o governador Kenta Suzuki em uma publicação no Instagram no domingo (26).
Ele afirmou que planejava pedir ajuda para o abate de ursos.
O apelo do governador ocorre após um ataque na província na semana passada, no qual uma pessoa foi morta e outras três ficaram feridas.
Autoridades dizem que 54 pessoas foram mortas ou feridas em 2025, contra 11 no ano passado.
Os avistamentos desses animais também aumentaram cerca de seis vezes, para mais de 8 mil casos.
O novo ministro da Defesa do Japão, Shinjiro Koizumi, se encontrará com Suzuki na manhã de terça-feira (28), de acordo com uma agenda divulgada pelo ministério.
O aumento do número de ursos e o despovoamento em áreas rurais estão colocando cada vez mais pessoas em contato com esses animais.
Muitos encontros ocorreram em cidades e vilas onde os ursos buscam comida, às vezes entrando em casas e, em pelo menos duas ocasiões, em supermercados.
O envelhecimento da população do Japão também significa que há poucos caçadores qualificados para rastrear ursos, que parecem ter menos medo de humanos do que no passado.
Os ursos-negros japoneses, comuns na maior parte do país, podem pesar até 140 kg.
Já os ursos-pardos, na ilha de Hokkaido, no norte, podem pesar até 400 kg.
A província de Akita começou a "distribuir spray repelente de ursos ao longo das rotas escolares para garantir a segurança das crianças", disse o governador Kenta Suzuki em sua postagem.


