Governo Biden deve anunciar boicote às Olímpiadas de Pequim nesta semana

Nenhum funcionário da administração comparecerá aos Jogos de Inverno, que acontecem em fevereiro do ano que vem

Tela em restaurante de Pequim mostra reunião virtual entre presidentes dos Estados Unidos, Joe Biden, e da China, Xi Jinping
Tela em restaurante de Pequim mostra reunião virtual entre presidentes dos Estados Unidos, Joe Biden, e da China, Xi Jinping Reuters

Kaitlan Collinsda CNN

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O governo Biden deve anunciar nesta semana que nenhum funcionário do governo dos EUA comparecerá às Olimpíadas de Pequim em 2022, implementando um boicote diplomático aos jogos, de acordo com várias fontes ouvidas pela CNN.

A medida permitiria aos EUA enviar uma mensagem no cenário mundial para a China, sem impedir que os atletas norte-americanos participem. O Conselho de Segurança Nacional, que vem discutindo a ação, preferiu não comentar o assunto.

O presidente Joe Biden disse a repórteres no mês passado que estava avaliando um boicote diplomático enquanto legisladores democratas e republicanos, incluindo a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, defendiam um em protesto contra os abusos dos direitos humanos na China.

Não se espera um boicote total, o que significa que os atletas dos EUA ainda terão permissão para competir. A última vez que os EUA boicotaram totalmente as Olimpíadas foi em 1980, com o ex-presidente Jimmy Carter.

A cúpula virtual do mês passado entre Biden e o presidente chinês Xi Jinping – vista como uma das conversas diplomáticas mais importantes da presidência de Biden – não rendeu avanços significativos.

No entanto, serviu como reinício para as relações após a deterioração acentuada durante o último ano do governo Trump e hostilidade contínua no governo Biden.

Ao longo da reunião de novembro, Biden e Xi engajaram em um “debate saudável”, de acordo com um alto funcionário do governo americano presente nas discussões. Biden levantou preocupações sobre direitos humanos, a agressão chinesa contra Taiwan e questões comerciais.

Quase todas as principais questões em que Biden se concentra – incluindo relacionadas à cadeia de suprimentos, mudança climática, Coréia do Norte e Irã – têm ligação com a China.

Biden há muito argumenta que as democracias podem ter resultados mais eficazes do que as autocracias como a China, e usou a proposta de lei de infraestrutura bipartidária para mostrar como os partidos políticos nas democracias podem trabalhar juntos.

Enquanto isso, Xi cimentou sua consolidação de poder depois que o Partido Comunista Chinês adotou uma resolução histórica elevando-o em estatura à de seus dois predecessores mais poderosos – Mao Zedong e Deng Xiaoping. Ele busca um terceiro mandato no 20º Congresso do Partido no próximo outono.

(Texto traduzido. Clique aqui para ler o original em inglês)

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