Governo do Líbano proíbe atividades militares do Hezbollah
Estado exige que grupo apoiado pelo Irã entregue armas e classifica atividades como ilegais após ataque a Israel

O governo libanês anunciou a proibição das atividades militares e de segurança do Hezbollah, classificando-as como ilegais, e exige que o grupo, apoiado pelo Irã, entregue suas armas.
O anúncio, que ocorre um dia após o Hezbollah lançar um ataque contra Israel, representa uma mudança drástica na política do Estado. A presença do Hezbollah como grupo militar faz parte do cenário libanês há mais de 40 anos.
O governo também ordenou ao Exército que impedisse ataques contra Israel e iniciasse a confiscação de armas, uma medida que acarreta o risco de confronto com a milícia fortemente armada.
O primeiro-ministro Nawaf Salam foi citado dizendo que o “Estado declarou sua rejeição absoluta a quaisquer ações militares lançadas de seu território e afirmou que a decisão sobre guerra e paz está em suas mãos, o que exige a proibição das atividades do partido e a obrigação de entregar suas armas e se comprometer com o trabalho político”.
Não está claro se o governo pode proibir unilateralmente o grupo sem a aprovação do Parlamento, onde o Hezbollah e seus aliados têm várias cadeiras.
A declaração do governo afirmou que rejeita e condena o ataque com mísseis contra Israel reivindicado pelo Hezbollah no domingo (1º), “o qual contradiz o princípio de que a decisão sobre guerra e paz cabe exclusivamente ao Estado libanês”.
“O governo solicitou aos serviços de segurança que implementem o que foi declarado para impedir quaisquer operações militares e prender aqueles que as realizarem”, afirmou o governo.



