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    Governo Milei proíbe linguagem neutra em toda a administração pública

    Documentos dos ministérios não poderão incluir o sinal de arroba, “x” ou “e” no lugar de outras letras

    Declaração ocorre após uma série de afirmações em tom ácido contra o Governo Lula que Milei classificou como "comunista"
    Declaração ocorre após uma série de afirmações em tom ácido contra o Governo Lula que Milei classificou como "comunista" 19/11/2023REUTERS/Agustin Marcarian

    Luciana Taddeoda CNN

    em Buenos Aires

    O porta-voz da Presidência argentina, Manuel Adorni, afirmou nesta terça-feira (27) que o presidente Javier Milei decidiu proibir a linguagem inclusiva, ou neutra, em toda a administração pública nacional.

    Com isso, os documentos dos ministérios não poderão incluir o sinal de arroba, “x” ou “e” no lugar de outras letras, nem recorrer a palavras no feminino se a palavra no masculino já incluir todos os gêneros.

    “Iremos iniciar ações para proibir a linguagem inclusiva e tudo o que for referente à perspectiva de gênero na administração pública nacional”, destacou Adorni.

    “A linguagem que abrange todos os setores é o castelhano, a língua espanhola”, respondeu quando questionado sobre pessoas que se sentem representadas pela linguagem inclusiva, e afirmou que o governo não entrará nesta discussão.

    Na semana passada, o ministério da Defesa da Argentina já tinha publicado uma resolução na qual determinava que os organismos da pasta e as Forças Armadas deverão utilizar o idioma espanhol sob a normativa da Real Academia Espanhola (RAE) e manuais das próprias forças de segurança, proibindo a linguagem inclusiva.

    O argumento do texto é que as comunicações militares precisam ser “breves, claras e concisas” e que uma “incorreta interpretação do expressado pode afetar o desenvolvimento das operações e gerar confusão”.

    Na rede social X, o antigo Twitter, o deputado do Partido Obrero Gabriel Solano respondeu ao porta-voz: “Deixe as pessoas falarem como quiserem. Que o Estado proíba o uso da linguagem inclusiva é de fascistas”.