EUA suspendem agendamento para vistos de imigrantes em todo o mundo
Departamento de Estado afirmou que funcionários de todas as embaixadas e consulados americanos passarão por um novo treinamento para identificar solicitantes que podem se tornar dependentes de auxílio público

Em uma nova ofensiva de imigração dos EUA, o governo do presidente americano Donald Trump suspendeu nesta terça-feira (25) o agendamento de entrevistas para vistos de solicitantes de todo o mundo.
Um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA afirmou que foi lançado um programa global de treinamento em todas as embaixadas e consulados americanos no mundo e que os agendamentos para serviços de vistos serão ajustados para acomodar o treinamento.
Trump promove uma ofensiva agressiva de deportações e repressão à imigração que inclui a revogação de vistos e green cards e a rejeição de pedidos por uma série de motivos, como opiniões políticas e protestos pró-palestinos contra a ofensiva do aliado americano Israel em Gaza.
Segundo Trump, a ofensiva tem como objetivo melhorar a segurança interna.
A política tem enfrentado alguns reveses judiciais. Na sexta-feira, um juiz federal dos EUA derrubou uma medida do governo Trump que suspendia a emissão de vistos de imigrantes para solicitantes de 75 países, afirmando que a política excedia a autoridade legal do secretário de Estado, Marco Rubio.
O Departamento de Estado não informou detalhes sobre o treinamento nem sobre seu cronograma, além de dizer que a iniciativa busca ajudar funcionários consulares a identificar solicitantes que provavelmente se tornariam dependentes de benefícios públicos dos EUA e garantir que a avaliação dos pedidos de visto seja feita "de forma abrangente e consistente".
A suspensão dos agendamentos de vistos foi noticiada anteriormente pelo Financial Times, que informou que solicitantes de vistos de imigrantes com entrevistas marcadas em embaixadas e consulados dos EUA receberam e-mails informando que seus agendamentos seriam remarcados e que receberiam posteriormente uma nova data.
A ofensiva migratória de Trump tem sido amplamente condenada por grupos de direitos humanos, que a consideram discriminatória e contrária aos direitos de liberdade de expressão e ao devido processo legal. Organizações de defesa dos direitos civis também afirmam que a política criou um ambiente inseguro nos EUA, especialmente para minorias étnicas que manifestaram preocupação com perfilamento racial.
Embora Trump tenha feito campanha em 2024 com a promessa de impedir a imigração ilegal, seu governo também tornou a imigração legal mais difícil — por exemplo, ao impor novas taxas elevadas para solicitantes de determinados vistos de trabalho.


