Guerra da Ucrânia: Trump diz que Zelensky não deveria atacar Moscou

Comentários foram feitos depois que o Financial Times, citando pessoas informadas sobre as discussões, reportou que Trump havia encorajado privadamente a Ucrânia a intensificar os ataques de longo alcance contra a Rússia

Steve Holland, da Reuters, em Washington
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse, nesta terça-feira (15), que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, não deve atacar Moscou e que o presidente russo, Vladimir Putin, deve concordar com um acordo de cessar-fogo dentro de um prazo de 50 dias, ou sanções serão aplicadas.

Seus comentários foram feitos depois que o Financial Times, citando pessoas informadas sobre as discussões, reportou que Trump havia encorajado privadamente a Ucrânia a intensificar os ataques de longo alcance contra a Rússia.

O jornal acrescentou que Trump perguntou a Zelensky se ele poderia atacar Moscou se os EUA fornecessem armas de longo alcance.

"Não, ele não deveria atacar Moscou", disse Trump a repórteres no gramado sul da Casa Branca quando perguntado se Zelenskiy deveria atacar a capital russa.

Na segunda-feira (14), Trump anunciou uma postura mais dura contra a Rússia por sua guerra de três anos na Ucrânia, prometendo uma nova leva de mísseis e outras armas para a Ucrânia.

Ele deu a Moscou 50 dias para chegar a um cessar-fogo ou enfrentar sanções.

Questionado se agora estava do lado da Ucrânia, Trump disse: "Não estou do lado de ninguém" e então declarou que estava "do lado da humanidade" porque "quero parar com a matança".

Trump defendeu o prazo que estabeleceu para a Rússia concordar com um acordo e evitar tarifas e sanções a países que compram petróleo da Rússia.

"Não acho que 50 dias seja muito tempo e pode ser antes disso", disse ele.

Ele não disse se alguma conversa estava planejada para tentar fechar um acordo com a Rússia.

"Se não chegarmos a um acordo no final dos 50 dias, será uma pena", disse ele.