Guiana apela à ONU por ameaça de anexação da Venezuela

Líder do país acusou Caracas de promulgar leis unilaterais e ameaçar seu território, apesar das medidas provisórias do Tribunal Internacional de Justiça

Da Reuters
Presidente da Guiana, Irfaan Ali, na ONU  • Reuters
Compartilhar matéria

O presidente da Guiana, Irfaan Ali, discursou nas Nações Unidas nesta quarta-feira (24), destacando a atual controvérsia territorial com a Venezuela. 

Ele enfatizou que, apesar das medidas provisórias do Tribunal Internacional de Justiça, a Venezuela continua a promulgar leis unilaterais e ameaçar a anexação do território do seu país. 

"Se o direito de um pequeno Estado pode ser violado e ordens juridicamente vinculativas ignoradas, que proteção resta para qualquer nação sob o direito internacional?", disse Ali.

"A Guiana é um Estado pequeno e pacífico, e sofremos repetidas ameaças e agressões da República Bolivariana da Venezuela", disse ele.

A região de Essequibo, uma área de selva pouco povoada que compreende dois terços da Guiana, continua sendo um ponto de discórdia. A Venezuela contesta a decisão do tribunal de 1899 que concedeu o Essequibo à Guiana, rotulando-o como "zona de recuperação" em seus mapas.

 

O discurso acontece em meio um clima tenso na região do Caribe, em meio a uma crise em curso entre a Venezuela e os EUA, com a Caracas denunciando a violação de sua soberania pelos EUA.

Em 2024, o líder chavista Nicolás Maduro promulgou a chamada Lei Orgânica para a Defesa de Essequibo, que cria uma região venezuelana dentro do território internacionalmente reconhecido como parte da Guiana.

A região de Essequibo, que compreende dois terços do território da Guiana, é uma área contenciosa e abundante em recursos petrolíferos.