Hamas acusa Netanyahu de dificultar acordo de cessar-fogo em Gaza
Grupo palestino disse que ofereceu acordo de libertação de reféns em troca do fim das hostilidades

O Hamas acusou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, de "colocar obstáculos à obtenção de um acordo" que liberte reféns israelenses e "interrompa a agressão" contra palestinos em Gaza.
Em um comunicado divulgado nesta quinta-feira (10), o grupo palestino afirmou ter oferecido anteriormente um "acordo de troca abrangente, durante o qual todos os prisioneiros seriam libertados imediatamente, em troca de um acordo que alcançaria a cessação permanente da agressão, a retirada completa do Exército de ocupação e o livre fluxo de ajuda".
No entanto, o grupo afirmou que Netanyahu "continua a se esquivar e a colocar mais obstáculos" à obtenção de tal acordo.
Mais cedo, uma autoridade israelense revelou que um acordo de cessar-fogo em Gaza e a libertação de reféns mantidos pelo Hamas podem ser alcançados dentro de uma ou duas semanas.
Segundo a fonte, caso as partes concordem com uma trégua inicial de 60 dias, Israel pretende utilizar esse período para propor um cessar-fogo permanente. No entanto, essa proposta exigiria que o grupo palestino se desarmasse completamente.
Netanyahu disse esperar que um acordo para a libertação de mais reféns israelenses seja concluído em poucos dias.
Ele fez os comentários durante uma entrevista no programa "The Record with Greta Van Susteren", da Newsmax, que foi ao ar nesta quinta-feira.


