Hamas assume responsabilidade por ataque a tiros em Jerusalém
Israel diz que atentado que matou seis pessoas motivou operação contra liderança do grupo palestino em Doha

O braço armado do Hamas, as Brigadas al-Qassam, assumiram a responsabilidade nesta terça-feira (9) pelo ataque a tiros nos arredores de Jerusalém na segunda (8).
Pelo menos seis pessoas morreram e outras dez ficaram feridas. A polícia israelense informou em um comunicado que um agente de segurança e um civil, presentes no local, revidaram “neutralizando” os dois atiradores. Diversas armas, munições e uma faca usada pelos atiradores foram recuperadas.
Em meio às seis pessoas confirmadas como mortas estão três homens na faixa dos 30 anos, dois homens e uma mulher por volta dos 50, disse o MDA (Magen David Adom), serviço de resposta a emergências de Israel.
O Ministério das Relações Exteriores da Espanha confirmou que um cidadão espanhol está entre os mortos.
O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, informou que os atiradores eram palestinos da Cisjordânia ocupada por Israel.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o ministro da Defesa, Israel Katz, afirmaram que Israel decidiu explorar uma "oportunidade" para atingir a liderança do Hamas no Catar depois do ataque a tiros em Jerusalém.
"Ontem, após os ataques mortais em Jerusalém e Gaza, o primeiro-ministro Netanyahu instruiu todas as agências de segurança a se prepararem para a possibilidade de atingir líderes do Hamas", disseram as duas autoridades em um comunicado. "O ministro da Defesa apoiou totalmente essa diretriz."
Ainda de acordo com a nota, o Hamas "tem lançado continuamente ataques assassinos contra Israel e seus cidadãos desde então, inclusive reivindicando a responsabilidade pelo assassinato de nossos cidadãos no ataque de ontem em Jerusalém."


