Hezbollah diz que cessar-fogo não deve permitir tropas de Israel no Líbano
Exército israelense têm feito operações terrestres dentro do território libanês desde o início da guerra

O Hezbollah disse nesta quinta-feira que a presença de tropas israelenses no território libanês dá ao Líbano e ao seu povo "o direito de resistir", acrescentando em seu primeiro comentário sobre uma proposta de trégua que qualquer cessar-fogo não deve permitir que Israel tenha liberdade de movimento dentro do Líbano.
Em uma declaração por escrito, o aliado do Hezbollah e presidente do Parlamento do Líbano, Nabih Berri, pediu aos libaneses que "adiassem o retorno às suas cidades e vilarejos até que a situação fique mais clara, de acordo com o acordo de cessar-fogo".
Em uma declaração à CNN, o Hezbollah disse que respeitará o cessar-fogo caso os ataques israelenses cessem, disse o parlamentar Ibrahim Moussawi, um dos principais integrantes do grupo libanês.
De acordo com o presidente americano Donald Trump, o cessar-fogo entrará em vigor às 18h desta quinta-feira (16), no horário de Brasília.
"Enquanto as forças de ocupação israelenses cessarem a agressão e não violarem o cessar-fogo, nós nos comprometemos com ele. O cessar-fogo deve abranger todo o território libanês, restringir seus movimentos e servir como ponto de partida para a retirada israelense do território libanês", afirmou Moussawi.
Ainda segundo Trump, existe a perspectiva para que aconteça uma reunião na Casa Branca entre Israel e Líbano.
“Acho que teremos uma reunião”, disse ele a repórteres, acrescentando que ela poderia acontecer na Casa Branca “na próxima semana ou nas próximas duas semanas”.
A reunião, segundo ele, seria a primeira em 44 anos.
O convite de Trump veio logo após Israel e Líbano concordarem com um cessar-fogo de 10 dias, que ele chamou de “um ótimo pacote para cerca de uma semana”.


