Hezbollah e aliados devem perder maioria parlamentar no Líbano

Resultado em primeira eleição desde colapso financeiro e explosão em Beirute é um grande revés para a facção e reflete irritação com partidos governantes

Apoiadores do partido Forças Cristãs Libanesas comemoram durante contagem de votos de eleição parlamentar do Líbano em Ashrafieh
Apoiadores do partido Forças Cristãs Libanesas comemoram durante contagem de votos de eleição parlamentar do Líbano em Ashrafieh REUTERS/Mohamed Azakir

Laila BassamTimour AzhariMaya GebeilyTom Perryda Reuters

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O grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã, e seus aliados provavelmente perderão a maioria no Parlamento libanês após a eleição de domingo, disseram três fontes aliadas ao grupo, em um grande revés para a facção fortemente armada e que também é um reflexo da irritação com partidos governantes.

Analistas disseram que isso pode levar a um impasse político e a conflitos, com discussões de facções profundamente divididas para compartilhamento de poder sobre as principais posições do Estado, arriscando mais atrasos nas reformas necessárias para enfrentar a crise econômica e desbloquear a ajuda dos doadores.

Os oponentes do grupo muçulmano xiita Hezbollah, incluindo as Forças Libanesas (LF), alinhadas com a Arábia Saudita, um grupo cristão, e recém-chegados de mentalidade reformista obtiveram vitórias significativas na eleição, a primeira desde o devastador colapso econômico do Líbano e uma enorme explosão portuária que abalou Beirute.

Embora os resultados da eleição de domingo ainda não tenham sido finalizados, fontes importantes disseram que é improvável que o Hezbollah e seus aliados consigam mais de 64 dos 128 assentos do Parlamento, citando resultados preliminares.

As fontes pediram anonimato porque não estavam autorizadas a falar em nome do Hezbollah e seus aliados, e um porta-voz do Hezbollah não pôde ser contatado para comentar.

O Hezbollah e seus aliados obtiveram uma maioria de 71 votos quando o Líbano votou pela última vez em 2018, puxando o país ainda mais para a órbita do Irã, liderado por muçulmanos xiitas.

O resultado de domingo pode abrir a porta para que a Arábia Saudita, liderada por muçulmanos sunitas, exerça maior influência em Beirute, há muito tempo uma arena de sua rivalidade com Teerã.

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