Homem enfrenta acusação federal por esfaquear refugiada ucraniana nos EUA
Caso aconteceu no mês passado dentro do metrô na Carolina do Norte

Um reincidente criminal está enfrentando uma acusação federal pelo esfaqueamento fatal de uma refugiada ucraniana no mês passado em um trem em Charlotte, Carolina do Norte, no mais recente desdobramento de um caso que tem alimentado a cruzada da Casa Branca contra o suposto aumento da violência em cidades governadas por democratas.
Decarlos Brown, de 34 anos, foi acusado na terça-feira (9) por um crime federal de causar a morte em um sistema de transporte de massa, após Iryna Zarutska, de 23 anos, ter sido morta a facadas em um ataque não provocado em 22 de agosto dentro de um vagão de metrô. Brown também foi acusado de homicídio em primeiro grau na Carolina do Norte.
A CNN entrou em contato com o advogado de Brown para obter comentários.
Brown usou um canivete durante o crime, que foi encontrado próximo a uma plataforma de trem, segundo uma declaração juramentada apresentada como parte da denúncia criminal contra ele.
Um vídeo recém-divulgado do esfaqueamento, junto com o extenso histórico criminal de Brown, reacenderam o debate sobre criminalidade nas grandes cidades dos EUA.
Muitos republicanos — incluindo o presidente Donald Trump — têm apontado o ataque como justificativa para o governo federal enviar tropas a centros urbanos como Chicago e Washington, DC.
“Buscaremos a pena máxima por esse ato imperdoável de violência — ele nunca mais verá a luz do dia como um homem livre”, disse a procuradora-geral Pam Bondi em um comunicado na rede X.
“Ordenei que meus procuradores processem DeCarlos Brown Jr. por vias federais — um reincidente violento com histórico de crimes graves. Buscaremos a pena máxima por esse ato imperdoável de violência — ele nunca mais verá a luz do dia como um homem livre.”
Investigação conduzida pelo FBI
O diretor do FBI, Kash Patel, classificou o esfaqueamento como um “ataque brutal” e um “ato vergonhoso”.
“O FBI agiu imediatamente para garantir que a justiça fosse feita e para deixar claro que criminosos violentos nunca mais poderão andar livremente”, disse Patel em uma postagem na rede X.
Brown tem um longo histórico criminal, incluindo condenações por assalto à mão armada, furto qualificado e invasão de domicílio. Familiares disseram à CNN que ele tem um histórico de problemas de saúde mental, e sua irmã afirmou acreditar que ele teve um surto naquela noite.
Brown passou mais de cinco anos preso por roubo com uso de arma perigosa, segundo registros estaduais. Os registros da Carolina do Norte mostram 14 casos envolvendo Brown, além dos relacionados ao assassinato. Esses casos remontam a 2011 e incluem prisões por infrações menores, como excesso de velocidade e furto em lojas. Não está claro quantos desses casos foram de fato processados.
Neste ano, ele havia sido acusado de uso indevido do 911 — uma contravenção de classe 1 — após, supostamente, pedir que policiais investigassem um material “artificial” que, segundo ele, controlava quando comia, andava e falava, conforme documentos judiciais.
Os policiais informaram que não podiam fazer nada e que “a questão era médica”. Irritado, ele ligou novamente para o 911, segundo os registros.
Sua libertação foi condicionada a uma promessa por escrito de que compareceria à próxima audiência, conforme os registros do tribunal.
A Casa Branca afirmou que essa liberação o deixou “livre para massacrar uma mulher inocente apenas alguns meses depois”.


