Homem perdoado por invasão ao Capitólio em 2021 é acusado de ameaçar juízes

Publicações nas redes sociais afirmavam que todos seriam "executados" e incitavam a violência após as Eleições de Meio de Mandato

Da Reuters

Um homem que foi perdoado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após se declarar culpado de uma acusação relacionada à invasão ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021, foi preso e acusado de ameaçar juízes que presidiram casos referentes ao ataque. 

Cleveland Meredith, de 58 anos, foi acusado em uma denúncia criminal apresentada em um tribunal federal em Atlanta e tornada pública na segunda-feira (2), de ameaçar de morte juízes que presidiram casos relacionados ao dia 6 de janeiro.

"Todos os juízes federais do J6 serão executados", escreveu Meredith em uma publicação no Facebook em abril, de acordo com a denúncia.

Ao solicitar a prisão preventiva de Meredith, os promotores afirmaram em um documento que a moradora de Sautee Nacoochee, Geórgia, havia "publicado nas últimas semanas diversas mensagens ameaçadoras e preocupantes incitando à violência após as Eleições de Meio de Mandato", que ocorre nesta terça-feira (3). 

"Certifiquem-se de estar no time certo para as Eleições de Meio de Mandato... os pelotões de fuzilamento começarão na quarta-feira, 11/04/26", escreveu Meredith em outra postagem no dia 6 de outubro, de acordo com os promotores.

Seu advogado nomeado pelo tribunal não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

Meredith estava entre as mais de 1.500 pessoas acusadas de crimes relacionados à invasão ao Capitólio, uma tentativa frustrada de impedir a certificação pelo Congresso da vitória do democrata Joe Biden nas eleições presidenciais de 2020, e que foram posteriormente perdoadas por Trump quando ele retornou ao cargo em janeiro de 2025.

Segundo os documentos da acusação, Meredith dirigiu-se a Washington, D.C., na noite de 6 de janeiro, portando uma pistola, um rifle, 2.500 cartuchos de munição e 10 carregadores de alta capacidade.

Enquanto estava lá, ele enviou uma mensagem de texto a um parente dizendo que planejava "dar um tiro" na cabeça de Nancy Pelosi, então presidente democrata da Câmara dos Representantes dos EUA, alegaram as autoridades.

Ele se declarou culpado em 2021 por fazer ameaças interestaduais e foi condenado pela juíza distrital dos EUA, Amy Berman Jackson, a 28 meses de prisão.