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    Homens armados emboscam equipe de segurança de líder de estado da Índia

    Ministro-chefe não estava no comboio no momento do ataque; região de Manipur é assolada pela violência em disputa local

    Homens armados emboscam equipe de segurança do ministro do estado de Manipur, na Índia
    Homens armados emboscam equipe de segurança do ministro do estado de Manipur, na Índia ANI

    Da Reuters

    Homens armados emboscaram um comboio que transportava a equipe de segurança do ministro-chefe do estado de Manipur, no nordeste da Índia, nesta segunda-feira (10). Duas pessoas ficaram feridas, mas o líder não estava com elas no momento do ataque, disseram autoridades.

    A disputa entre a maioria Meitei e a minoria Kuki sobre benefícios econômicos e cotas dadas aos Kuki matou ao menos 220 pessoas e deslocou 60 mil no último ano, sendo que ainda há confrontos.

    O ministro-chefe N. Biren Singh deveria visitar a região de Jiribam, no estado, nesta terça-feira (11), após a violência ter explodido na região após a descoberta do corpo de um homem Meitei de 59 anos na semana passada.

    Casas na região, dois postos de polícia e um escritório do departamento florestal foram incendiados por “bandidos desconhecidos” após a morte do homem de Meitei, informou a polícia.

    A equipe de segurança atacada nesta segunda-feira faria “arranjos e verificações” para essa visita, segundo autoridades.

    Os criminosos abriram fogo contra um veículo do comboio, “levando a um tiroteio”, pontuou um oficial de segurança sob condição de anonimato.

    A aliança liderada pelo Partido Bharatiya Janata (BJP), do primeiro-ministro Narendra Modi, perdeu ambas as cadeiras em Manipur para a principal oposição nas últimas eleições nacionais — as primeiras desde que a violência começou no estado.

    N. Biren Singh ainda comanda o governo local do estado para o BJP.

    Manipur tem 3,2 milhões de habitantes e é dividido em dois territórios: um vale controlado pelos Meitei e as colinas dominadas pelos Kuki, separadas por um trecho de “terra de ninguém” monitorado por forças paramilitares federais.