Honduras retoma apuração dos votos; Candidato de Trump mantém liderança

Contagem foi interrompida na sexta-feira (5); demora na divulgação dos resultados levou observadores eleitorais internacionais a pedirem agilidade no processo

Da Reuters
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Autoridades eleitorais de Honduras retomaram, nesta segunda-feira (8), a divulgação dos resultados atualizados da eleição presidencial de 30 de novembro, após uma pausa de três dias. A última contagem mostrava o candidato do Partido Nacional, Nasry Asfura, à frente por pouco mais de 20 mil votos.

Com 89% das urnas apuradas, Asfura, ex-prefeito de Tegucigalpa de 67 anos e apoiado abertamente pelo presidente dos EUA, Donald Trump, tinha 40,21% dos votos.

Salvador Nasralla, apresentador de televisão e três vezes candidato à presidência, estava em segundo lugar com 39,50%.

Rixi Moncada, candidata do Partido Livre, no poder, e ex-ministra de esquerda, estava em terceiro lugar com 19,28%, aproximadamente metade do apoio de seus dois principais rivais.

"Após a realização das ações técnicas necessárias (com auditoria externa), os dados estão agora sendo atualizados nos resultados", disse Ana Paola Hall, presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), no dia X.

Ela instou os candidatos a permanecerem vigilantes e a apresentarem quaisquer contestações legais necessárias.

A contagem foi interrompida na última sexta-feira (5), com cerca de 88% das cédulas apuradas.

Cerca de 14% das folhas de apuração apresentaram inconsistências e serão revisadas, informou a CNE.

A demora na apuração levou observadores eleitorais internacionais a pedirem às autoridades hondurenhas que acelerem o processo e tomem medidas para restaurar a confiança pública nos resultados.

Nasralla alegou fraude, enquanto Moncada exigiu a anulação de toda a eleição e afirmou que seu partido está convocando protestos e greves.

Nesta segunda-feira (8), as ruas de Tegucigalpa e de outras cidades permaneceram calmas. Mas as lembranças da controversa votação de 2017 ainda persistem, quando as forças de segurança abriram fogo contra manifestantes, matando pelo menos 16 pessoas, segundo um relatório da ONU.

Cerca de 30 pessoas morreram no total durante os protestos em massa que varreram o país.

Segundo observadores independentes, a votação de 30 de novembro transcorreu pacificamente.

No entanto, a divulgação dos resultados tem sido caótica, com oscilações que alimentam a frustração com a disputa acirrada.

Autoridades do Central Nacional Eleitoral culparam a empresa responsável pela plataforma de apuração pela lentidão na contagem.