Hospitais de Nova York têm suprimentos médicos para apenas uma semana

Autoridades fizeram apelo ao governo federal para envio de material médico essencial

Pedestre caminha na Times Square praticamente vazia, em Nova York, em meio à pandemia do coronavírus
Pedestre caminha na Times Square praticamente vazia, em Nova York, em meio à pandemia do coronavírus Foto: Carlo Allegri/Reuters

Marcelo Favalli

Da CNN, em Nova York

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“Os suprimentos nos hospitais de Nova York irão durar uma semana”. O prefeito Bill de Blasio resumiu em uma frase a capacidade de atendimento aos pacientes em coronavírus na maior cidade dos Estados Unidos. O alerta, durante uma entrevista exclusiva à CNN, nesta segunda-feira, reforçou o apelo que as autoridades nova-iorquinas têm feito ao governo federal, para o envio de material médico essencial para o tratamento dos doentes com COVID-19.

Blasio defende a ideia de que Donald Trump deva usar a Lei de Produção de Defesa para direcionar a capacidade industrial dos Estados Unidos para fabricar os dois itens mais necessários, no momento: máscaras antivirais e respiradores para pacientes em condição crítica.

Em seguida, o governador do estado reforçou o discurso do prefeito e lembrou que também cabe à Casa Branca concentrar a distribuição dos produtos. Andrew Cuomo pede à administração federal equalizar as alíquotas impostas nos produtos que, hoje, são essenciais para o tratamento do novo coronavírus. Mais uma vez ele lembrou que Nova York paga mais tributos em comparação com estados menores, e isso diminui a capacidade dele em adquirir os insumos que faltam no sistema de saúde.

A coletiva de imprensa de Andrew Cuomo, nesta segunda-feira, teve um tom de apelo. O governo pediu que médicos, enfermeiros e técnicos de saúde aposentados se apresentem como voluntários aos hospitais. O mesmo deveria ser feito pelos profissionais dos planos de saúde, segundo o governador.

Cuomo pressionou os hospitais do estado a dobrarem a capacidade de atendimento, imediatamente. Para isso, as unidade de atendimento foram orientadas a admitir apenas casos de emergência. Todas as cirurgias eletivas e não essenciais serão desmarcadas a partir de quarta-feira, em Nova York. Segundo o governo, apenas essa iniciativa vai ampliar em 25% da capacidade de atendimentos dos hospitais ao coronavírus.

Em Washington, o conselheiro da Casa Branca para a Saúde Pública, o vice-almirante, Jerome Adams, disse hoje, que “a situação vai piorar essa semana”. O consenso entre governo e a comunidade médica é que o pico da epidemia do novo coronavírus nos Estados Unidos deve acontecer no próximo mês. O alerta do conselheiro médico da presidência reforça as orientações para o distanciamento social. Nesta segunda-feira, subiu para onze o número de estados que pediram aos seus moradores não saírem de casa, ao não ser em emergências.

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