Houthis dizem que atacaram “alvo vital” no centro de Israel com míssil hipersônico

Militares israelenses afirmaram que um projétil lançado do Iêmen foi interceptado antes de cruzar o território do país

Da Reuters
"Palestina 2", míssil que teria sido lançado pelos Houthis do Yemen e que atingiu pela primeira vez o centro de Israel em 15 de setembro de 2024  • Reprodução/Mídia militar Houthi
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Os Houthis, grupo rebelde do Iêmen, lançaram uma operação militar contra um "alvo vital" no centro de Israel usando um míssil hipersônico, disse o porta-voz militar do grupo, Yahya Sarea, em um discurso televisionado neste domingo (1º).

O grupo continuará seus ataques "até que a agressão na Faixa de Gaza seja interrompida e o cerco seja levantado", acrescentou Sarea.

“A força de mísseis das Forças Armadas do Iêmen [Houthi], com o apoio de Allah Todo-Poderoso, realizou uma operação contra um alvo vital na área ocupada de Jaffa [Tel Aviv] com um míssil hipersônico, tipo 'Palestina 2'. O míssil atingiu seu alvo com sucesso, pela graça de Allah", alegou.

Mais cedo neste domingo, os militares israelenses afirmaram que um projétil lançado do Iêmen foi interceptado antes de cruzar o território israelense.

Os Houthis dispararam mísseis e drones contra Israel diversas vezes, no que eles dizem ser uma ação em solidariedade aos palestinos desde que a guerra de Gaza começou em 2023.

Entenda os conflitos no Oriente Médio

No final de novembro, foi aprovado um cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah. Isso acontece após meses de bombardeios do Exército israelense no Líbano.

A ofensiva causou destruição e obrigou mais de um milhão de pessoas a saírem de casa para fugir da guerra. Além disso, deixou dezenas de mortos no território libanês.

Assim como o Hamas, o Hezbollah e a Jihad Islâmica são grupos radicais financiados pelo Irã, e, portanto, inimigos de Israel.

A expectativa é que o acordo sirva de base para uma cessação das hostilidades mais duradoura.

Ao mesmo tempo, a guerra continua na Faixa de Gaza, onde militares israelenses combatem o Hamas e procuram por reféns que foram sequestrados há mais de um ano durante o ataque do grupo radical no território israelense no dia 7 de outubro de 2023. Na ocasião, mais de 1.200 pessoas foram mortas e 250 sequestradas.

Desde então, mais de 43 mil palestinos morreram em Gaza durante a ofensiva de Israel, que também destruiu praticamente todos os prédios no território palestino.

Em uma terceira frente de conflito, Israel e Irã trocaram ataques, que apesar de terem elevado a tensão, não evoluíram para uma guerra total.

Além disso, o Exército de Israel tem feito bombardeios em alvos de milícias aliadas ao Irã na Síria, no Iêmen e no Iraque.