Houthis negam planos de cobrar taxas de navios que passam pelo Mar Vermelho

Declaração acontece após uma reportagem da Reuters, citando fontes regionais, informar que o grupo estaria considerando taxar embarcações que passassem pela região

Mohammed Ghobari, da Reuters
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O órgão de coordenação marítima controlado pelos Houthis, grupo do Iêmen apoiado pelo Irã negou, nesta sexta-feira (31), relatos de que planejava cobrar taxas de navios comerciais que transitassem pelo estreito de Bab el-Mandeb, afirmando que nenhuma decisão desse tipo havia sido tomada e que a passagem pela via navegável estratégica permanecia livre.

A declaração sucede uma reportagem da Reuters de quarta-feira (29) — citando fontes regionais — segundo a qual os Houthis, alinhados ao Irã, estariam considerando cobrar taxas de navios comerciais que navegassem pelo sul do Mar Vermelho, após terem declarado um bloqueio marítimo à Arábia Saudita na semana anterior.

As fontes citadas na reportagem da Reuters afirmaram que a proposta de cobrança de taxas foi discutida com autoridades iranianas durante uma visita de representantes houthis a Teerã, em julho, embora nenhum prazo para a implementação tivesse sido definido.

O HOCC (Centro de Coordenação de Operações Humanitárias), administrado pelos Houthis, declarou que seu "serviço de trânsito seguro era uma prestação voluntária e gratuita".

"O HOCC confirma categoricamente que qualquer indivíduo ou entidade que solicite pagamento em troca da passagem pelo estreito de Bab el-Mandeb não representa a República do Iêmen nem o HOCC, sob qualquer hipótese", afirmou o órgão em um comunicado.

"O HOCC recomenda fortemente que as empresas de transporte marítimo não efetuem pagamentos nem forneçam informações a indivíduos ou entidades não autorizados", acrescentou.