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    Hungria diz não ver “nenhuma urgência” em votar adesão da Suécia à Otan

    A adesão da Suécia requer a aprovação formal de todos os 31 Estados-membros, incluindo a Hungria, mas a conquista do apoio da Turquia era amplamente considerada o maior obstáculo a ser superado

    Presidente do Parlamento da Hungria, Laszlo Kover
    Presidente do Parlamento da Hungria, Laszlo Kover 26/09/2018REUTERS/Bernadett Szabo

    Por Anita Komuves e Gergely Szakacs, da Reuters

    O presidente do Parlamento húngaro disse nesta quinta-feira (25) que não havia urgência na aprovação da candidatura de adesão da Suécia à Otan, depois que a ratificação pela Turquia deixou apenas Budapeste atrasando o longo processo de adesão.

    A Assembleia Geral da Turquia, onde a aliança governista do presidente Tayyip Erdogan detém a maioria, votou por 287 a 55 para aprovar o pedido que a Suécia fez pela primeira vez em 2022 para reforçar sua segurança em resposta à invasão em grande escala da Rússia na Ucrânia.

    A adesão da Suécia requer a aprovação formal de todos os 31 Estados-membros, incluindo a Hungria, mas a conquista do apoio da Turquia era amplamente considerada o maior obstáculo a ser superado.

    O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, que mantém relações amistosas com o presidente russo, Vladimir Putin, apesar da guerra de Moscou na Ucrânia, disse na quarta-feira que pediria aos parlamentares que aprovassem a adesão da Suécia na primeira oportunidade possível.

    Mas o presidente do Parlamento, Laszlo Kover, disse ao site de notícias index.hu: “Não sinto nenhuma urgência em particular. Além disso, não acho que esteja ocorrendo uma situação extraordinária”.

    O Parlamento húngaro está em recesso no momento. O Partido Socialista, de oposição, disse esta semana que convocaria uma sessão extraordinária para aprovar a proposta de entrada da Suécia na Otan, que está parada no Legislativo húngaro desde meados de 2022, apesar das repetidas promessas de Orbán de apoiá-la.

    Orbán tem uma maioria absoluta no Parlamento, que ele tem usado com frequência para aprovar leis, em alguns casos da noite para o dia.

    Kover, membro fundador do Fidesz, partido governista de Orbán, disse não ter dúvidas de que um dos partidos de oposição da Hungria convocaria uma sessão extraordinária, mas que “isso provavelmente fracassará”.

    Kover acrescentou que, pessoalmente, não apoiava a adesão da Suécia à Otan.