Ida de Zelensky aos EUA é recado para russos e europeus, avalia professor
À CNN Rádio, Leonardo Trevisan analisou o que o apoio norte-americano durante visita do presidente ucraniano ao país significa para a guerra

O professor de relações internacionais da ESPM Leonardo Trevisan avalia que a visita do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky aos Estados Unidos nesta semana manda dois recados importantes.
Zelensky teve um encontro com o presidente norte-americano Joe Biden e discursou, sob aplausos, para o Congresso.
À CNN Rádio, Trevisan afirmou que foi reforçado à Ucrânia o apoio dos EUA ao país na guerra contra a Rússia.
“É a maior potência militar do planeta, com apoio econômico e militar por trás do encontro e esta formalização foi para todo mundo ver”, completou.
Em primeiro lugar, o recado, segundo o professor, é para o presidente russo Vladimir Putin, para “a Rússia não acreditar que a Ucrânia está esquecida” em meio ao conflito.
“O segundo recado é para os europeus, que sofrem com a crise energética, preço do gás”, para que não pensem que seria melhor se “fizessem acordo com a Rússia de qualquer modo.”
Para Trevisan, “é evidente que europeus são o foco desse aviso para continuarem ao lado da Ucrânia.”
Nestes mais de 300 dias de guerra, Trevisan acredita que houve uma mudança geopolítica no mundo.
“O Ocidente está reconstruído, com liderança dos Estados Unidos e a Europa seguindo o exemplo, enquanto o mundo oriental também está reformado, com a China e a Índia do lado da Rússia”.
*Com produção de Isabel Campos


