Imagem de drone mostra instalações em Tel Aviv em memória de 7 de outubro
Exposição traz figuras dispostas na areia e fonte tingida de vermelho para homenagear atingidos pelo massacre

Nesta quarta-feira (7), israelenses marcaram a passagem de três ano desde o ataque de 7 de outubro de 2023 com instalações memoriais ao longo de uma praia em Tel Aviv — incluindo figuras que representavam as pessoas mortas e uma fonte tingida de vermelho —, enquanto familiares das vítimas e outras pessoas se reuniam para relembrar a data.
Fileiras de figuras com formato de corpo foram colocadas na areia para representar os mortos, ao lado de uma mensagem em hebraico referindo-se ao "preço da falha": 1.163 pessoas mortas e 251 feitas reféns.
Eyal Eshel, cuja filha Roni Eshel — uma observadora do exército israelense — foi morta em Nahal Oz em 7 de outubro, é visto caminhando entre as instalações com outros israelenses.
Imagens de drone mostram a dimensão da exposição, enquanto paraquedistas sobrevoam a praia.
Outras imagens mostram uma fonte tingida de vermelho, cercada por fotografias de reféns e de israelenses mortos no ataque.
Os ataques, nos quais militantes mataram 1.200 pessoas e levaram 251 reféns para Gaza, marcaram o dia mais letal da história de Israel.
Os bombardeios e as operações terrestres subsequentes de Israel mataram mais de 74 mil pessoas em Gaza, segundo autoridades de saúde locais.
Israel marca três anos do 7 de outubro com cerimônias e protestos

Três anos após o minuto exato em que começou o dia mais mortífero da história de Israel, o país marcou a sombria data com uma série de cerimônias, memoriais e protestos em mais de 400 locais.
Às 6h29 da manhã do dia 7 de outubro de 2023, homens armados liderados pelo Hamas invadiram comunidades israelenses ao longo da fronteira com Gaza, matando mais de 1.200 pessoas e levando 251 reféns para o enclave. Entre os mortos havia crianças, mulheres, idosos e famílias inteiras.
A comemoração começou com um momento nacional de silêncio no horário em que o ataque teve início. Ao meio-dia, famílias enlutadas e grupos de protesto civis de base realizarão um minuto nacional de reflexão, com a participação de diversos hospitais públicos, municípios, universidades e empresas privadas.
Eventos memoriais também ocorrerão no local do festival Nova, na Floresta de Re"im, onde mais de 370 pessoas foram assassinadas e 44 foram sequestradas. Comboios de protesto e manifestações adicionais são esperados em todo o país ao longo do dia.
Shir Mathias, cujos pais Shachar e Shlomi Mathias foram mortos durante o ataque ao Kibbutz Holit, na fronteira com Gaza, pediu na terça-feira uma mudança na liderança do país.
Israel realizou seus memoriais oficiais de Estado na segunda-feira. "Mesmo três anos após o início da guerra — quando o Estado de Israel está mais forte do que nunca — as terríveis horas do ataque de Simchat Torah permanecem gravadas em nós", disse o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, fazendo referência ao feriado judaico em que o ataque ocorreu.
Em uma reunião de gabinete realizada um dia depois, Netanyahu antecipou mais guerra pela frente, apesar de um acordo de cessar-fogo mediado pelos EUA ter ficado paralisado há um ano. Ele afirmou que Israel matou "4.000 dos 6.000" militantes que se infiltraram em Israel em 7 de outubro de 2023. "Vamos alcançar todos eles", disse ele, em meio a ataques israelenses quase diários em Gaza. Desde o início da guerra, mais de 74.000 palestinos foram mortos em Gaza, de acordo com o Ministério da Saúde palestino.
Em contraste com as cerimônias oficiais, a maioria dos eventos de comemoração de quarta-feira são iniciativas populares, organizadas por sobreviventes e vítimas do ataque de 7 de outubro, incluindo o October Council e o movimento Kumu.
Uma demanda recorrente de ambos os grupos é a criação de uma comissão estatal de inquérito, o mecanismo investigativo mais poderoso da legislação israelense, com poderes para examinar desastres e decisões em nível nacional.
Netanyahu tem resistido consistentemente a esses apelos por três anos e não nomeou nenhuma outra investigação especial para examinar as falhas daquele dia.
Einav Zangauker, mãe do refém libertado Matan Zangauker e uma das críticas mais vocal do governo, escreveu na terça-feira no X: "Três anos desde o dia que mudou minha vida e nossas vidas como povo. Três anos de perda e dor. Três anos de uma exigência básica por responsabilização. Por aqueles que perdemos, por aqueles que voltaram e cujas vidas foram transformadas para sempre, e por um país que merece esperança e reparação."
O aniversário ocorre menos de três semanas antes das eleições de 27 de outubro, nas quais a responsabilização se tornou um tema central de campanha. Os rivais de Netanyahu intensificaram suas críticas e transformaram o aniversário em um ponto focal de suas campanhas, especialmente após uma série de reportagens na mídia alegando que Israel recebeu avisos preliminares dos Emirados Árabes Unidos e do Egito antes do ataque.


