Imagens de satélite revelam crateras no Irã após resgate de piloto dos EUA

Registros da airbus mostram crateras na região central onde caça F-15E Strike Eagle caiu e operação de socorro ocorreu

Isaac Yee e Thomas Bordeaux, da CNN
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Imagens de satélite divulgadas pela Airbus mostram diversas crateras ao longo de estradas na região onde o segundo piloto americano abatido foi resgatado neste domingo (5), no centro do Irã.

Os registros revelam uma grande cratera circular próxima ao local onde destroços de um caça F-15E Strike Eagle dos Estados Unidos foram encontrados na sexta-feira (3). Na imagem, dois veículos brancos e várias pessoas aparecem ao redor do ponto de impacto.

De acordo com análise da CNN, a cratera principal tem cerca de 12 metros de diâmetro. Outras imagens indicam a presença de pelo menos 18 crateras distribuídas por estradas na província de Esfahan, a aproximadamente 20 quilômetros de uma pista de pouso remota onde forças americanas destruíram aeronaves danificadas.

As crateras, com cerca de 9 metros de largura, se estendem em sequência ao longo das vias, sugerindo ataques de alta precisão capazes de interromper completamente o tráfego.

Segundo a CNN, enquanto forças de operações especiais dos EUA se aproximavam da área montanhosa onde o piloto estava escondido, aviões americanos realizaram bombardeios para impedir o avanço de tropas iranianas.

Ainda não há confirmação sobre a causa exata das crateras. No entanto, é comum que locais de queda de aeronaves militares sejam bombardeados para evitar que equipamentos sensíveis sejam capturados por forças adversárias.

A principal cratera identificada fica a cerca de 30 quilômetros a noroeste do ponto onde militares dos EUA destruíram parte de suas próprias aeronaves durante a operação de resgate.

A localização do acidente foi inicialmente apontada pela empresa independente Obretix e posteriormente confirmada pela CNN, que comparou a cadeia de montanhas vista em imagens divulgadas pela mídia estatal iraniana com registros de satélite.