Imagens mostram antes e depois de ataque em instalações nucleares iranianas
Fotos recentes revelam destruição em prédios de superfície; estruturas serviam como pontos de acesso para trabalhadores e veículos que utilizavam as instalações subterrâneas de Natanz

Imagens de satélite da empresa de inteligência espacial Vantor, capturadas nas últimas 48 horas, mostram novos danos na instalação nuclear de Natanz, um dos centros militares do Irã e o maior local de enriquecimento de urânio do país.
A primeira foto foi registrada no sábado (1) e a segunda no domingo (2). Segundo análise da CNN, um grande armazém e dois prédios menores de dois andares foram atingidos.
Veja:
Essas estruturas serviam como pontos de acesso para trabalhadores e veículos que utilizavam as instalações subterrâneas de Natanz, de acordo com o Instituto para Ciência e Estabilidade Internacional, que monitora o programa nuclear iraniano.
Os danos observados parecem relativamente pequenos se comparados aos ataques realizados pelos Estados Unidos ao mesmo local em junho do ano passado, quando o complexo foi atingido por munições antibunker e mísseis de cruzeiro.
As imagens recentes também parecem contradizer a declaração feita na manhã desta segunda-feira pelo chefe da (AIEA) Agência Internacional de Energia Atômica, Rafael Grossi, que afirmou não haver "nenhum indício" de que qualquer instalação nuclear iraniana tivesse sido atingida.
Os Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado (28) uma onda de ataques contra o Irã, em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano.
O regime dos aiatolás iniciou retaliação contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
No domingo, a mídia estatal iraniana anunciou que seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas feitas pelos ataques norte-americanos e israelenses.
Após o anúncio da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a "ofensiva mais pesada" da história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país persa considera se vingar pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um "direito e dever legítimo".


