Incêndio atinge complexo petroquímico saudita após ataque do Irã

Fogo foi registrado em Jubail, principal polo industrial da Arábia Saudita, após ataque reivindicado pelo Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica do Irã

Da Reuters
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O Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica do Irã afirmou ter atacado o complexo petroquímico de Jubail, uma das maiores cidades industriais da Arábia Saudita e importante polo de produção e exportação de petróleo e derivados. No entanto, ainda não está claro quais instalações foram atingidas.

O Ministério da Defesa da Arábia Saudita informou, em 7 de abril, que suas defesas aéreas interceptaram e destruíram sete mísseis balísticos lançados contra a região leste, e que os destroços caíram perto de instalações de energia. O fogo registrado em vídeos vem da direção da área industrial de Jubail.

O complexo petroquímico, considerado o coração do setor industrial do país, abriga projetos bilionários em parceria entre a estatal Saudi Aramco, sua subsidiária petroquímica SABIC e grandes empresas de energia ocidentais, segundo o comunicado do Corpo de Guardiões.

A Aramco não se pronunciou sobre os ataques em Jubail e Juaymah. O escritório de comunicação do governo saudita e a SABIC também não responderam imediatamente aos pedidos de comentário da Reuters.

O que está acontecendo no Oriente Médio?

Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do país, Ali Khamenei, em Teerã.

Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Além disso, os EUA alegam ter destruído dezenas de navios do país, assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.

Em retaliação, o regime dos aiatolás fez ataques contra diversos países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. As autoridades iranianas dizem que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações.

Mais de 1.750 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, que tem sede nos EUA. A Casa Branca, por sua vez, registrou ao menos 13 mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.

O conflito também se expandiu para o Líbano. O Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Com isso, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvo do Hezbollah no país vizinho. Centenas de pessoas morreram no território libanês desde então.

Com a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas apontam que ele não fará mudanças estruturais e representa continuidade da repressão.

Donald Trump mostrou descontentamento com essa escolha, a classificando como um "grande erro". Ele havia dito que precisaria estar envolvido no processo e pontuou que Mojtaba seria "inaceitável" para a liderança do Irã.