Incêndio em petrolífera venezuelana será investigado para excluir sabotagem
Segundo a empresa, fogo foi totalmente controlado e não deixou feridos

A PDVSA (empresa estatal Petróleos de Venezuela) informou nesta quinta-feira (20) que abriu uma investigação para determinar as causas do incêndio ocorrido na quarta-feira (19) em uma planta de processamento de petróleo, localizada no estado de Anzoátegui, com o objetivo de “descartar um ato de sabotagem promovido por inimigos da Venezuela”.
A PDVSA comunicou, por meio de um comunicado divulgado em seu canal no Telegram, que o incêndio ocorreu no Melhorador de Petrocedeño, no Complexo Industrial José Antonio Anzoátegui, no leste do país.
Segundo a empresa estatal, quando o incêndio começou, “as Brigadas de Emergência da PDVSA e os Organismos de Controle do estado de Anzoátegui foram ativados imediatamente, aplicando os protocolos de segurança industrial estabelecidos”.
A empresa acrescentou que o incêndio foi totalmente controlado e não deixou feridos nem causou danos às comunidades próximas.
A PDVSA afirmou que a investigação sobre o incêndio ficará a cargo de um comitê e que não haverá "interrupção dos processos produtivos da indústria, graças aos planos de contingência e previsão estabelecidos".
O incêndio ocorreu na tarde de quarta-feira e gerou uma alta coluna de chamas e fumaça, além da retirada preventiva dos trabalhadores e da mobilização de serviços de emergência, conforme relataram a agência Reuters e vários meios locais.
Esta não é a primeira vez que ocorre uma explosão em instalações petrolíferas venezuelanas, seja em campos, refinarias ou melhoradores de petróleo pesado, que em sua maioria não foram modernizados. Com frequência, o governo argumenta que sabotagem é a causa. No entanto, vários especialistas apontam problemas operacionais e de manutenção.
A CNN entrou em contato com o governo de Anzoátegui para pedir mais informações e aguarda resposta.



