Ingresso para voo espacial com Bezos é leiloado por US$ 28 milhões

Viagem está prevista para 20 de julho. Mais de sete mil pessoas de 159 países se inscreveram para o leilão

Jackie Wattles, do CNN Business

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Quanto vale uma viagem de 11 minutos no espaço suborbital ao lado do bilionário Jeff Bezos? De acordo com um leilão realizado neste sábado (12), o ‘passeio’ vale US$ 28 milhões.

O leilão começou no mês passado – antes de ser revelado que o bilionário fundador e magnata da Amazon, Jeff Bezos, junto com seu irmão Mark Bezos, estariam a bordo da missão tripulada inaugural do foguete New Shepard.

Ariane Cornell, diretora de vendas da empresa espacial de Bezos, a Blue Origin, disse durante uma transmissão ao vivo do evento que 7.600 pessoas de 159 países se inscreveram e puderam dar lances no leilão, que foi organizado pela RR Auction de Boston.

O nome do vencedor não foi revelado. O voo está previsto para decolar das instalações da Blue Origin, na cidade de Van Horn, no oeste do estado norte-americado do Texas, em 20 de julho.

A Blue Origin, fundada em 2000, passou a maior parte da última década testando o New Shepard, foguete de 18 metros de altura, e seu sistema de cápsula. Será a primeira vez que humanos voarão a bordo do veículo totalmente autônomo, após 15 voos sem tripulação realizados pela empresa desde 2015.

Blue Origin
Foto: Red Huber/Orlando Sentinel/Tribune News Service via Getty Images

 

O objetivo final da empresa é vender ingressos para o público em geral, oferecendo viagens breves a cerca de 100 quilômetros acima da Terra para vistas panorâmicas, alguns minutos de leveza e o direito de se gabar do feito.

A distância de 100 quilômetros é a altitude considerada internacionalmente a fronteira do espaço sideral, embora o governo dos Estados Unidos a considere ser em torno de 80 quilômetros. Ao longo da História, as pessoas foram consideradas astronautas – e receberam metais, alfinetes ou “asas” – por viajarem acima de qualquer uma das marcas.

A arrecadação do leilão será doada ao Clube do Futuro da Blue Origin, que visa promover o ensino de ciência, tecnologia, engenharia e matemática entre jovens estudantes. Mas também foi um teste decisivo para saber quanto os consumidores ricos estariam dispostos a pagar por um breve voo para a atmosfera superior.

O valor de US$ 28 milhões é muito mais do que o concorrente direto da Blue Origin, a Virgin Galactic, vendeu seus ingressos. Embora a Galactic ainda não tenha voado com nenhum cliente pagante, ela já vendeu cerca de 600 passagens por US$ 200.000 a US$ 250.000 cada.

Mas também é muito menos do que provavelmente custará para embarcar em um voo espacial mais longo, como as viagens orbitais que a SpaceX, de Elon Musk, está oferecendo, que permitirão às pessoas passar dias orbitando a Terra, ou mesmo permanecer a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS). Os detalhes financeiros dessas viagens não foram divulgados, mas um relatório do governo americano disse que um assento da SpaceX pode custar até US$ 55 milhões – sem incluir as taxas de uso da estação espacial.

O perfil de voo de um foguete Blue Origin New Shepard é muito diferente do de um foguete orbital SpaceX. Os voos da New Shepard atingem cerca de três vezes a velocidade do som – cerca de 23.700 quilômetros por hora – e voam diretamente para cima até que o foguete gaste a maior parte de seu combustível.

A cápsula da tripulação se separará do foguete no pico da trajetória de voo e continuará brevemente para cima antes que quase flutue, dando aos passageiros alguns minutos de ausência de peso. Funciona como uma versão estendida da falta de peso que experimentamos quando se atinge o pico de uma montanha russa, pouco antes da gravidade trazer seu carrinho – ou, no caso de Bezos, sua cápsula espacial – de volta para o chão.

A cápsula de New Shepard então lança um grande paraquedas para reduzir a velocidade de sua descida para cerca de 32 quilômetros por hora antes de atingir o solo.

(Texto traduzido. Para ler o original, clique aqui)

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