Irã acusa EUA de crimes de guerra por ataques à infraestrutura civil
Ministério das Relações Exteriores também defendeu ofensiva iraniana a nações árabes vizinhas no Golfo Pérsico, afirmando que são atos de legítima defesa

O Ministério das Relações Exteriores do Irã acusou os Estados Unidos de crimes de guerra por visarem infraestruturas civis em seus ataques ao país.
Ao mesmo tempo, a chancelaria defendeu os ataques iranianos a nações árabes vizinhas no Golfo Pérsico, afirmando que são atos de legítima defesa.
Em um comunicado divulgado nesta quinta-feira (16), o ministério acusou os EUA de cometerem "inúmeros crimes de guerra, particularmente ao atacar instalações e infraestruturas civis".
Tais ataques "constituem uma violação flagrante da Carta das Nações Unidas e das normas fundamentais do direito internacional", afirmou.
O comunicado defendeu os ataques do Irã a nações vizinhas, descrevendo-os como "defensivos" e "compatíveis com o direito inerente e legítimo do Irã à autodefesa, nos termos do direito internacional e do Artigo 51 da Carta das Nações Unidas".
Não houve menção a ataques iranianos recentes contra navios comerciais ou a ofensivas anteriores com mísseis e drones contra edifícios residenciais, hotéis, aeroportos civis e importantes instalações de energia e água em vários países do Golfo.
Entre eles, destacam-se um ataque em 3 de junho ao Aeroporto Internacional do Kuwait, que causou graves danos a um terminal de passageiros, matou uma pessoa e feriu mais de 60, e outro no final do mês passado que, segundo o Ministério do Interior do Bahrein, provocou grandes danos a um edifício residencial.
Como exemplos dos supostos crimes de guerra dos EUA, o Ministério das Relações Exteriores do Irã citou ataques aéreos realizados na madrugada de quarta-feira (15) contra uma fábrica de água mineral no condado de Dehloran, perto da fronteira com o Iraque.
Além disso, também comentou sobre um ataque a um centro de controle de tráfego marítimo em Chabahar, no sudeste do Irã, ocorrido entre a noite de terça-feira (14) e a manhã de quarta-feira.
O comunicado afirmou que "muitos outros ataques semelhantes figuram entre os crimes de guerra cometidos pelos agressores americanos apenas na última semana".


