Irã alerta Europa contra intervenção na guerra: "Consequências perigosas"

Presidente iraniano falou por telefone com o líder do Conselho Europeu e criticou postura "negativa e tendenciosa" do bloco

Mohammed Tawfeeq, da CNN
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O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, alertou os líderes europeus de que qualquer intervenção na guerra teria “consequências perigosas”, segundo um comunicado sobre uma conversa por telefone com António Costa, presidente do Conselho Europeu.

Na ligação, Pezeshkian criticou o que classificou como uma postura “negativa e tendenciosa” da União Europeia em relação à ação militar dos EUA e de Israel contra o Irã, afirmando que os ataques constituem uma grave violação do direito internacional e dos princípios que a Europa alega defender.

Até o momento, as nações europeias se distanciaram da guerra, recusando-se a participar de ações ofensivas, embora algumas estejam fornecendo apoio militar aos países do Golfo.

O presidente dos EUA, Donald Trump, usou as redes sociais na manhã desta terça para criticar os europeus mais uma vez por não intensificarem seus esforços.

Pezeshkian, por sua vez, também afirmou que o Irã iniciou negociações com os Estados Unidos “de boa-fé”, mas foi atacado novamente durante as conversas — o que, segundo ele, demonstra a falta de um compromisso genuíno dos EUA com a diplomacia.

Ele alertou que “qualquer intervenção estrangeira adicional” no conflito, “sob qualquer pretexto”, teria consequências perigosas, de acordo com o comunicado iraniano.

Em uma publicação nesta terça-feira, Costa afirmou ter insistido na "desescalada e na moderação" durante a conversa telefônica com Pezeshkian.

"Deve haver espaço para a diplomacia", disse ele, acrescentando que "é preciso abordar as preocupações de segurança mais amplas representadas pelo Irã".