Irã alerta para "resposta severa" caso ataques ao Líbano continuem

Ameaça foi direcionada a Israel caso Tel Aviv continue as ofensivas contra o país, informou a agência de notícias semioficial Fars

Max Saltman, da CNN
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O quartel-general militar do Irã alertou Israel nesta terça-feira (16) para que encerre sua campanha contra o Hezbollah no Líbano, de acordo com um comunicado publicado pela agência de notícias semioficial Fars.

Se Israel não "puser fim à sua agressão no sul do Líbano, deve esperar uma resposta severa das poderosas forças armadas da República Islâmica do Irã", diz o comunicado, que a Fars atribuiu ao principal comando militar conjunto do Irã, o Quartel-General Central Khatam al-Anbiya.

O Irã e o Paquistão insistiram que o acordo entre o Irã e os EUA exige que Israel cesse as hostilidades e, horas antes do anúncio do acordo, o presidente dos EUA, Donald Trump, pediu publicamente que Israel interrompesse seus ataques no Líbano.

No entanto, um alto funcionário dos EUA afirmou que o acordo não exige que Israel se retire do país, e Israel se recusa a encerrar sua campanha militar contra o grupo militante libanês apoiado pelo Irã.

Mais cedo, o principal negociador do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, disse que Israel deve se retirar das "áreas ocupadas" no Líbano.

O comentário foi feito durante uma ⁠conversa por ⁠telefone com o ​presidente ‌do Parlamento ⁠libanês, Nabih Berri, enquanto Teerã e ‌Washington planejavam ⁠assinar ‌um acordo de paz nesta ⁠sexta-feira ⁠(19) para pôr fim à ‌guerra entre os dois países.

“A população do sul do ‌Líbano deve retornar às suas casas”, ⁠acrescentou Qalibaf em uma postagem ​em seu canal ​no Telegram.

Também nesta terça-feira (16), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deixou clara sua frustração com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, dizendo a repórteres que ele precisava ser “mais responsável em relação ao Líbano”.

Trump entrou em conflito com Netanyahu diversas vezes nos últimos meses, acreditando que o líder israelense e seu governo estavam dificultando um acordo entre os EUA e o Irã ao atacar o Hezbollah no Líbano.

“Sem mim, não haveria Israel, porque nenhum outro presidente estaria disposto a fazer o que eu fiz”, disse Trump em resposta a uma pergunta sobre se ele estava frustrado com Netanyahu.

Netanyahu tem evitado confrontos públicos com Trump. Falando sobre o acordo EUA-Irã na segunda-feira (15), ele disse: “Há casos em que o presidente Trump e eu não concordamos. [...] Sou responsável pelos interesses de segurança de Israel, e isso precisa ser feito com sabedoria.”

Uma fonte israelense informou que o primeiro-ministro está tentando organizar um encontro após o retorno do americano da Cúpula do G7 na Europa.

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