Irã considera "alvos" empresas que compram dívida dos EUA, diz autoridade

Teerã “considera essas empresas e seus gestores na região entre seus alvos legítimos”, afirmou a autoridade

Frederik Pleitgen, da CNN
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O Irã considera que empresas que compram dívida do governo dos Estados Unidos e investem em títulos do Tesouro são parceiras na guerra contra o país, por entender que estão financiando o conflito, disse uma autoridade iraniana à CNN nesta sexta-feira.

Teerã “considera essas empresas e seus gestores na região entre seus alvos legítimos”, afirmou a autoridade. “Esses indivíduos estão sendo advertidos a declarar a retirada de investimentos nessa área o mais rápido possível.”

A dívida do governo dos Estados Unidos é detida por milhares de investidores em todo o mundo, incluindo bancos, fundos de pensão, empresas, fundos de investimento e governos estrangeiros.

Diversas grandes empresas e bancos americanos têm sedes regionais no Oriente Médio em Dubai. Ataques iranianos na última semana parecem ter mirado interesses econômicos dos EUA, incluindo centros de dados da Amazon nos Emirados Árabes Unidos e no Bahrein.

O que está acontecendo no Oriente Médio?

Os Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado (28) uma onda de ataques contra o Irã, em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano.

O regime dos aiatolás iniciou retaliação contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

No domingo, a mídia estatal iraniana anunciou que seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas feitas pelos ataques norte-americanos e israelenses.

Após o anúncio da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a "ofensiva mais pesada" da história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país persa considera se vingar pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um "direito e dever legítimo".

Em resposta, Trump ameaçou o Irã contra os ataques retaliatórios, dizendo "é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista". As agressões entre as partes seguem neste domingo.

 

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