Irã diz que ameaça "ilegal" de Trump sobre economia terá consequências

Ministério das Relações Exteriores condenou fala do presidente americano, que afirmou que tomará medida econômica "mais devastadora" já aplicada pelo país

Aida Karimi e Sana Noor Haq, da CNN
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O Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou, nesta quinta-feira (20), a ameaça "ilegal" do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de intensificar a campanha econômica contra Teerã.

O líder dos EUA anunciou na quarta-feira (19) que tomará a medida econômica "mais devastadora" contra o Irã já adotada por Washington contra qualquer país.

Em publicação na rede social Truth Social, Trump afirmou que a movimentação acontece após o Irã "falhar" em aproveitar as chances de fazer um acordo com os EUA.

O presidente americano acrescentou que tomará medidas econômicas contra qualquer país que fornecer qualquer tipo de apoio a Teerã.

A ameaça de Trump de ampliar as sanções é "o outro lado da moeda da guerra e da agressão militar", afirmou o ministério em um comunicado, segundo a emissora estatal IRIB.

O órgão alertou que aqueles que ordenam ou implementam tais medidas "estão sujeitos a processo e punição".

"A responsabilidade pelas consequências e repercussões deste ato ilegal recairá sobre o governo dos EUA e os autores dessa política", dizia a nota.

Vários analistas disseram à CNN estar céticos quanto à possibilidade de as declarações de Trump terem o impacto desejado sobre o regime iraniano, que já resistiu a sanções econômicas severas impostas pelas principais potências mundiais.

Trump recuou publicamente de esforços para alcançar avanços diplomáticos com o Irã, em meio a impasses nas tentativas de reabrir o Estreito de Ormuz e a questionamentos crescentes sobre o impacto de uma guerra impopular nas forças armadas dos EUA.

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