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    Irã diz que Hamas está pronto para libertar os reféns civis

    Na ONU, ministro das Relações Exteriores do Irã também disse que os EUA "não serão poupados" se a guerra de Israel em Gaza continuar

    Ministro das Relações Exteriores do Irã, Hossein Amirabdollahian, discursa à Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova York
    Ministro das Relações Exteriores do Irã, Hossein Amirabdollahian, discursa à Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova York 26/10/2023 REUTERS/Mike Segar

    Michelle NicholsParisa Hafezida Reuters

    O Hamas disse ao Irã que está pronto para libertar os civis mantidos como reféns na guerra contra o Israel, disse o ministro das Relações Exteriores do Irã, Hossein Amirabdollahian, na assembleia-geral da ONU desta quinta-feira (26).

    Ele acrescentou que o mundo também deveria pressionar pela libertação dos mais de 6.000 palestinos presos em Israel.

    Segundo o Exército de Israel, o número de pessoas confirmadas como reféns mantidos pelo Hamas na Faixa de Gaza desde os ataques terroristas de 7 de outubro subiu para 224.

    “A República Islâmica do Irã está pronta para desempenhar o seu papel neste esforço humanitário muito importante, juntamente com o Qatar e a Turquia. Naturalmente, a libertação dos 6.000 prisioneiros palestinos também é outra necessidade e responsabilidade da comunidade global”, disse Amirabdollahian.

    Irã diz que EUA “não serão poupados” se a guerra de Israel em Gaza continuar

    O ministro das Relações Exteriores do Irã também alertou que se a retaliação de Israel na Faixa de Gaza não tiver fim, os Estados Unidos “não serão poupados deste fogo”.

    “Digo francamente aos membros do governo americano, que estão gerindo o genocídio na Palestina, que não queremos a expansão da guerra na região. Mas se o genocídio em Gaza continuar, eles não serão poupados deste fogo”, disse ele na ONU.

    Israel prometeu acabar com o grupo radical islâmico Hamas, que governa Gaza, em retaliação ao ataque surpresa de 7 de outubro que matou 1.400 israelenses e fez centenas de reféns.

    Desde então, Israel lança ataques aéreos diários contra a Faixa de Gaza e segue impondo um cerco territorial que cortou o fornecimento de água, comida, medicamentos e combustível aos cidadãos da região, além de preparar uma invasão militar terrestre. As autoridades palestinas dizem que mais de 7.000 palestinos foram mortos.

    Veja mais: Agência da ONU paralisa operações na Faixa de Gaza