Irã diz que não vai se intimidar por ameaça dos EUA sobre Estreito de Ormuz

Vice-ministro das Relações Exteriores afirmou que via navegável será aberta ou fechada sob autoridade iraniana

Menna Alaa El-Din e Enas Alashray, da Reuters
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O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, afirmou nesta sexta-feira (14) que Teerã não se deixaria intimidar por ameaças ou demonstrações de força de Washington, depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que declararia o Estreito de Ormuz como território americano.

Ao comentar as declarações de Trump, Gharibabadi disse em uma publicação na rede social X que a via navegável estratégica só seria aberta ou fechada sob a autoridade do Irã.

A afirmação do presidente americano aconteceu durante um discurso em uma visita a instalações de forças de segurança no Condado de Nassau, em Nova York.

Ele afirmou que isso aconteceria "muito em breve". Declarar a via navegável internacional como território dos EUA exigiria, no mínimo, o envio de tropas para a região por tempo indeterminado, embora Trump tivesse prometido anteriormente que a guerra contra o Irã seria breve.

"Nós temos o bloqueio [...] nenhum navio passa a menos que nós queiramos", disse Trump.

Quase seis meses após o início da guerra entre EUA e Irã, os estoques globais de petróleo estão diminuindo rapidamente, uma vez que o tráfego pelo Estreito de Ormuz permanece praticamente paralisado e as duas potências no centro das hostilidades disputam o controle dessa via estratégica.

O Irã afirma que não reabrirá totalmente o estreito até que os Estados Unidos atendam às suas condições.

Trump, no entanto, tem insistido repetidamente que o estreito — por onde flui petróleo de países como Arábia Saudita e Iraque para o restante do mundo — está sob controle dos EUA.

"Eles não têm o controle. Nós temos o controle total. Nós somos os donos daquilo e, em algum momento, talvez eles façam algo e acabem sendo destruídos", disse Trump a repórteres na quarta-feira (12).

"Neste momento, estamos em uma posição muito boa", afirmou o presidente americano.