Irã diz que suspensão de sanções será prioridade em negociações com EUA
Teerã quer encerrar restrições impostas por Washington, ONU e agência nuclear durante rodada de tratativas de 60 dias

O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã afirmou neste domingo (14) que a suspensão de todas as sanções impostas ao país será uma prioridade durante os 60 dias de negociações entre Teerã e Washington, após a esperada assinatura de um acordo com os Estados Unidos na sexta-feira (19).
"Temos várias questões a tratar. A primeira é o fim de todas as sanções contra a República Islâmica do Irã", disse Kazem Gharibabadi em entrevista à emissora estatal Iran News Network.
Segundo ele, o alívio das sanções também incluiria a "revogação das resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas e do Conselho de Governadores da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica)".
O Irã está entre os países mais sancionados do mundo. Mesmo antes da guerra, sanções, inflação e corrupção já castigavam a economia iraniana.
O secretariado do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, sobre o acordo de fim de guerra, afirmou no domingo que Teerã "sob a orientação de seu líder mártir, consolidou sua superioridade diante do inimigo americano-sionista".
Em comunicado divulgado na noite de domingo, o governo iraniano afirma que foi "finalizado o texto de um memorando de entendimento sobre as negociações para o fim da guerra".
"De acordo com os entendimentos alcançados, a guerra e as operações militares em todas as frentes, incluindo o Líbano, serão encerradas de forma imediata e permanente a partir desta noite. Além disso, o bloqueio naval contra o Irã será suspenso imediatamente e de maneira completa", declarou o Irã em nota.
Teerã também afirma que o documento será assinado na próxima sexta-feira e agradece os esforços do Paquistão e do Catar em mediar as negociações.


