"Irã não é mais uma ameaça", diz Trump em discurso à nação
Em discurso à nação realizado na Casa Branca, presidente dos EUA afirmou que a guerra está "quase no fim"
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou na noite desta quarta-feira (1°) que o Irã não é mais uma ameaça.
Em discurso à nação realizado na Casa Branca, Trump afirmou que a guerra com o Irã está "quase no fim", projetando mais duas a três semanas de envolvimento.
"Meio século de violência"
Trump descreveu a guerra contra o Irã como apenas o passo mais recente em seu esforço de anos para impedir que o país obtenha uma arma nuclear, chamando o conflito de “necessário para a segurança dos Estados Unidos e a segurança do mundo livre”.
O presidente americano afirmou que a guerra é uma resposta a 47 anos de violência do Irã e seus aliados, mencionando o bombardeio de um quartel dos fuzileiros navais há quase 40 anos e o bombardeio do USS Cole em 2000.
"Para esses terroristas, ter armas nucleares seria uma ameaça intolerável", disse ele.
"O regime mais violento e truculento da Terra estaria livre para realizar suas campanhas de terror, coerção, conquista e assassinato em massa por trás de um escudo nuclear", acrescentou.
Trump também aproveitou os momentos iniciais do discurso para criticar seus antecessores, alegando que os presidentes americanos que o antecederam deveriam ter "lidado" com o regime iraniano antes de ele assumir o cargo.
"Não precisamos estar lá. Não precisamos do petróleo deles. Não precisamos de nada do que eles têm, mas estamos lá para ajudar nossos aliados", disse Trump.
O que está acontecendo no Oriente Médio?
Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do país, Ali Khamenei, em Teerã.
Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Além disso, os EUA alegam ter destruído dezenas de navios do país, assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.
Em retaliação, o regime dos aiatolás fez ataques contra diversos países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. As autoridades iranianas dizem que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações.
Mais de 1.750 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, que tem sede nos EUA. A Casa Branca, por sua vez, registrou ao menos 13 mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.
O conflito também se expandiu para o Líbano. O Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Com isso, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvo do Hezbollah no país vizinho. Centenas de pessoas morreram no território libanês desde então.
Com a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas apontam que ele não fará mudanças estruturais e representa continuidade da repressão.
Donald Trump mostrou descontentamento com essa escolha, a classificando como um "grande erro". Ele havia dito que precisaria estar envolvido no processo e pontuou que Mojtaba seria "inaceitável" para a liderança do Irã.
(Com informações de Adam Cancryn, da CNN)


