Irã planejou assassinar embaixadora de Israel no México, diz fonte dos EUA

Plano foi iniciado no final de 2024 e permaneceu ativo durante o primeiro semestre deste ano

Jennifer Hansler e Oren Liebermann, da CNN
Bandeira do Irã  • 24/04/2024 REUTERS/Dado Ruvic
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Uma unidade de elite das Forças Armadas do Irã planejou assassinar a embaixadora de Israel no México, Einat Kranz Neiger, segundo uma autoridade dos Estados Unidos ouvida pela CNN.

O plano, arquitetado pela Força Quds da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, foi iniciado no final de 2024 e permaneceu ativo durante o primeiro semestre deste ano, afirmou a fonte, que falou sob condição de anonimato.

O plano já foi neutralizado e não representa mais uma ameaça à segurança, acrescentou a autoridade.

Este é mais um de uma série de planos do Irã para atacar autoridades governamentais, jornalistas e dissidentes no exterior.

O Ministério das Relações Exteriores de Israel emitiu um comunicado agradecendo ao México "por frustrar uma rede terrorista dirigida pelo Irã que buscava atacar a embaixadora de Israel no México".

Einat Kranz Neiger ocupa o cargo de embaixadora desde agosto de 2023.

“A comunidade de segurança e inteligência israelense continuará trabalhando incansavelmente, em plena cooperação com agências de segurança e inteligência de todo o mundo, para frustrar as ameaças terroristas do Irã e seus aliados contra alvos israelenses e judaicos em todo o mundo”, afirmou a pasta.

Israel acusa o Irã de planejar ataques contra alvos no exterior. Em agosto, a Austrália expulsou o embaixador iraniano depois que a agência de inteligência do país descobriu que o Irã estava por trás de pelo menos dois ataques antissemitas em solo australiano.

O primeiro-ministro Anthony Albanese afirmou que a IRGC (Guarda Revolucionária Islâmica do Irã) também seria incluída na lista de organizações terroristas.

O Irã também planejou assassinar altos funcionários dos EUA, especialmente após o assassinato de Qassem Soleimani, comandante da IRGC, em janeiro de 2020.

O país planejou os assassinatos do ex-secretário de Estado dos EUA Mike Pompeo e do ex-conselheiro de segurança nacional John Bolton, conforme noticiado anteriormente pela CNN.

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