Irã pode apresentar proposta revisada de paz nesta sexta-feira (1°)
Mediadores paquistaneses esperam receber em breve nova versão do texto, após primeiro rascunho ser rejeitado por Trump
Mediadores paquistaneses esperam receber ainda nesta sexta-feira (1°) uma proposta de paz revisada do Irã, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter rejeitado uma versão anterior, segundo fontes.
Trump disse que ninguém realmente sabe o status das negociações com o Irã, além dele e de algumas poucas outras pessoas. O presidente sugeriu que as negociações estão avançando nos bastidores, apesar de parecem estar estagnadas, mas reconheceu a incerteza sobre a liderança do Irã.
O presidente disse na quarta-feira (29) que as negociações estavam acontecendo por telefone e que a sua resposta a qualquer proposta do Irã dependerá de até que Teerã concordar em limitar o seu programa nuclear. A última proposta do Irã, rejeitada pelos EUA, exigia a abertura do Estreito de Ormuz primeiro e a propunha que as questões nucleares só fossem discutidas depois.
O que mais você precisa saber
Trump criticou as tentativas do Congresso de limitar os seus poderes de guerra – a última proposta foi rejeitada pelo Senado na quinta-feira (30).
Uma lei pós-Guerra do Vietnã estabelece um prazo de 60 dias para acabar com o uso da força militar sem autorização do Congresso, mas os parlamentares discordam sobre qual é a data para o fim desse prazo.
Enquanto isso, o governo Trump está pressionando governos estrangeiros para se juntarem a uma nova coalizão para apoiar a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz, enquanto a guerra continua sufocando a rota crucial para o comércio global de petróleo.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, criticou novamente o bloqueio dos EUA aos portos iranianos, dizendo que a medida equivale a uma ação militar contínua contra Teerã.
Trump também afirmou que está considerando reduzir tropas dos EUA na Espanha e na Itália, em meio a divergências com aliados sobre a guerra no Irã. O presidente tem tido atritos significativos com os líderes europeus, como Pedro Sánchez, da Espanha; Keir Starmer, do Reino Unido; e Friedrich Merz, da Alemanha, por não terem ajudado na guerra.



