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    Iraque apresenta queixa contra Irã no Conselho de Segurança da ONU após ataque

    Tensão no Oriente Médio aumenta ainda mais em meio à guerra em Gaza

    Reunião do Conselho de Segurança da ONU nesta quarta-feira (15)
    Reunião do Conselho de Segurança da ONU nesta quarta-feira (15) 15/11/2023 - Loey Felipe/UN

    Da CNN

    O Iraque apresentou uma queixa contra o Irã no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a “agressão iraniana”, disse o Ministério das Relações Exteriores iraquiano em comunicado nesta terça-feira (16).

    A carta também foi endereçada ao secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, e diz que “a agressão com mísseis iranianos que atingiu a cidade de Erbil, levou a vítimas civis inocentes, ferimentos a outros e danos à propriedade pública e privada”.

    A Guarda Revolucionária do Irã lançou na segunda-feira (15) mísseis balísticos contra o que disse ser uma base de espionagem da agência de inteligência de Israel, a Mossad, no norte do Iraque, e contra “grupos terroristas anti-Irã” na Síria.

    Os ataques foram condenados pelos Estados Unidos, que disse que a ação foi “imprudente” e imprecisa.

    Ao menos quatro civis foram mortos e outros seis ficaram feridos, segundo o governo local.

    O ataque parece ter aprofundado as preocupações com o agravamento da instabilidade no Oriente Médio desde o início da guerra entre Israel e o Hamas, em 7 de outubro, com os aliados do Irã também atuando no conflito no Líbano, na Síria, no Iraque e no Iêmen.

    Ministro iraquiano nega que Israel opere na região atacada

    O ministro das Relações Exteriores do Iraque, Fuad Hussein, disse nesta terça-feira que nenhum centro afiliado a Israel está operando em Erbil, na região do Curdistão do Iraque.

    Hussein afirmou a Becky Anderson, da CNN, que o Irã atacou “áreas civis” em Erbil, incluindo uma casa, e que todos os mortos e feridos no ataque eram curdos iraquianos.

    Hussein, que também é vice-primeiro-ministro do Iraque para as relações internacionais, condenou os ataques e pontuou que considera “uma agressão e violação do direito internacional.”

    “Essa agressão é uma violação flagrante da soberania do Iraque, da integridade territorial e da segurança do povo iraquiano”, dizia o comunicado.

    “Os iranianos não querem ou não podem atacar Israel. Eles procuram vítimas ao seu redor, e então atacam Erbil”, adicionou.

    Ele destacou que os iraquianos “estão pagando o preço” pela tensão do Irã com Israel, bem como com os Estados Unidos.