Irmã de Kim: Seul ‘pode pagar caro’ por duvidar da Coreia do Norte sobre Covid

Kim Yo Jong, a poderosa irmã do líder norte-coreano Kim Jong Un, fez ameaça à Coreia do Sul por questionarem dados do país sobre controle à pandemia

Kim Yo-jong, irmã do líder norte-coreano Kim Jong-un, em Hanói
Kim Yo-jong, irmã do líder norte-coreano Kim Jong-un, em Hanói Foto: Jorge Silva - 02.mar.2019 / Reuters

Por Yoonjung Seo, da CNN, em Seul

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Kim Yo Jong, a poderosa irmã do líder norte-coreano Kim Jong Un,, afirmou que o ministro das Relações Exteriores da Coreia do Sul fez “comentários imprudentes” sobre as medidas anti-epidêmicas de emergência na Coreia do Norte e acrescentou que ele pode ter que “pagar caro por isso”.

Jong também acusou o chanceler sul-coreano, Kang Kyung-wha, de falar “sem qualquer consideração sobre as consequências”.

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A declaração da irmã do ditador, a primeira em público em vários meses, foi feita na Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA) na quarta-feira.

Os comentários do ministro das Relações Exteriores da Coreia do Sul sobre a situação da Covid-19 na Coreia do Norte foram feitos em 5 de dezembro, em uma conferência no Bahrein organizada pelo Instituto Internacional de Estudos Estratégicos.

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“Eles ainda dizem que não têm nenhum caso (de Covid-19), o que é difícil de acreditar”, disse Kang. “O regime está muito intensamente focado no controle da doença que eles dizem não ter, então é uma situação um pouco estranha”.

A Coreia do Norte disse não ter nenhum caso confirmado do novo coronavírus, mas muitos especialistas duvidam. O país fechou suas fronteiras em janeiro e elevou suas medidas anti-epidêmicas ao nível mais alto novamente em 2 de dezembro, de acordo com a KCNA.

No final de novembro, a agência de espionagem da Coreia do Sul relatou que o líder norte-coreano Kim Jong Un ordenou a execução de pelo menos duas pessoas devido à Covid-19 e à pressão econômica.

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