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    Islândia encerrará caça às baleias a partir de 2024 após queda na demanda comercial

    Ministro das Pescas e Agricultura Svandís Svavarsdóttir disse que é "indiscutível" que a caça às baleias não teve muito impacto econômico para a Islândia nos últimos anos

    Barco de observação de baleias na Islândia, com cauda de baleia jubarte fora d'água
    Barco de observação de baleias na Islândia, com cauda de baleia jubarte fora d'água Francesco Riccardo Iacomino/Getty Images

    Arnaud SiadSana Noor Haqda CNN

    A Islândia afirmou que encerrará a caça às baleias a partir de 2024 em meio à demanda cada vez menor e a controvérsias.

    “Existem poucas justificativas para autorizar a caça de baleias além de 2024”, quando as cotas atuais expiram, disse o ministro das Pescas e Agricultura Svandís Svavarsdóttir em um editorial no jornal Morgunblaðið nesta sexta-feira (4).

    O ministro escreveu que é “indiscutível” que a caça às baleias não teve muito significado econômico para a Islândia nos últimos anos, sem grandes baleias capturadas nos últimos três anos, exceto uma baleia minke em 2021.

    “O Japão tem sido o maior comprador de carne de baleia [islandesa], mas seu consumo está diminuindo ano a ano. Por que a Islândia deveria correr o risco de continuar pescando se não rendeu benefícios econômicos, para vender um produto que está em baixa demanda?” ela perguntou.

    Após uma proibição de 30 anos, o Japão retomou a caça comercial em suas águas em 2019. A caça comercial foi proibida em um embargo da Comissão Baleeira Internacional (IWC) de 1986, mas o Japão se retirou da IWC em dezembro de 2018, marcando seu retorno à caça ao arpoar duas baleias minke.

    Svandís também apontou que a caça às baleias tem sido controversa e lembrou que a rede de varejo americana Whole Foods parou de comercializar produtos islandeses por um tempo como resultado.

    De acordo com a IWC, cujo objetivo é “proporcionar a conservação adequada dos estoques de baleias e, assim, possibilitar o desenvolvimento ordenado da indústria baleeira”, a Islândia continuou um pequeno “programa científico de caça às baleias” após o embargo de 1986.

    A Islândia deixou a IWC em 1992, mas voltou em 2002, desta vez fazendo uma “reserva” contra o embargo.

    A Islândia retomou a caça comercial de baleias em outubro de 2006 em um movimento “furiosamente contestado por muitos países irritados com o que consideravam uma tentativa da Islândia de contornar os regulamentos internacionais”, segundo a Whale and Dolphin Conservation (WDC), uma organização sem fins lucrativos.

    Mais de 1.700 baleias minke, fin e sei foram mortas na Islândia desde o embargo de 1986, segundo dados da WDC. O mesmo relatório descobriu que 852 baleias-comuns foram abatidas na Islândia de 2006 a 2018 – acrescentando que não houve caça às baleias nas temporadas de 2019, 2020 ou 2021.

    As baleias-comuns são classificadas como uma espécie vulnerável na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), enquanto as baleias-sei são classificadas como ameaçadas. O status das baleias minke é desconhecido, de acordo com a Lista Vermelha.

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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