Israel diz ter matado chefe da inteligência do Hezbollah

Ataque israelense em Beirute teria matado Hussein Makled

Reuters
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Militares israelenses afirmaram nesta segunda-feira (2) que realizaram um ataque em Beirute, no Líbano, matando Hussein Makled. Ele era chefe do serviço de inteligência do Hezbollah.

Até o momento, não houve confirmação por parte do grupo.

Segundo nota da Forças de Defesa de Israel (IDF), ao longo dos últimos anos, Meklad ocupou diversos cargos no quartel-general de inteligência do Hezbollah e foi nomeado como chefe após a eliminação de seu antecessor, Hussein Hazima, durante a Operação Flechas do Norte, juntamente com o chefe do conselho executivo da organização, Hashem Safieddine.

Ele seria responsável por formar o panorama de inteligência utilizando diversas ferramentas de coleta de informações para fornecer avaliações sobre as tropas das IDF e do Estado de Israel ao Hezbollah. Ele também cooperava estreitamente com altos comandantes do grupo que planejavam e executavam ataques terroristas contra o Estado de Israel e seus cidadãos.

Por fim, a nota diz que Forças de Defesa de Israel continuarão a operar contra a organização.

O que está acontecendo no Oriente Médio?

Os Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado (28) uma onda de ataques contra o Irã, em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano.

O regime dos aiatolás iniciou retaliação contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

No domingo, a mídia estatal iraniana anunciou que seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas feitas pelos ataques norte-americanos e israelenses.

Após o anúncio da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a "ofensiva mais pesada" da história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país persa considera se vingar pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um "direito e dever legítimo".

Em resposta, Trump ameaçou o Irã contra os ataques retaliatórios, dizendo "é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista". As agressões entre as partes seguem neste domingo.

Na véspera, Trump já havia afirmado que os ataques contra o Irã vão continuar "ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!".