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    Israel e Hamas: Papa pede cessar-fogo e libertação de reféns em mensagem de Natal

    Papa Francisco a guerra como “uma viagem sem rumo, uma derrota sem vencedores, uma loucura indesculpável”

    Papa Francisco realiza audiência semanal no Vaticano (arquivo)
    Papa Francisco realiza audiência semanal no Vaticano (arquivo) 29/11/2023Mídia do Vaticano/Divulgação via REUTERS

    CNN

    O Papa Francisco usou a sua mensagem do dia de Natal para pedir um cessar-fogo e fazer um apelo pelo fim da guerra entre Israel e o Hamas.

    “Rezemos pela paz na Palestina e em Israel”, disse o pontífice de 87 anos, descrevendo a guerra como “uma viagem sem rumo, uma derrota sem vencedores, uma loucura indesculpável” na sua mensagem “Urbi et Orbi” do dia de Natal.

    Urbi et Orbi – que significa “para a cidade [de Roma] e para o mundo” em latim – é um discurso papal e uma bênção dada em ocasiões importantes.

    “Apelo ao fim das operações militares com a sua terrível colheita de vítimas civis inocentes, e apelo a uma solução para a situação humanitária desesperada através de uma abertura à prestação de ajuda humanitária”, disse ele da varanda da Basílica de São Pedro, na cidade do Vaticano.

    O Papa Francisco repetiu o seu apelo a um cessar-fogo na guerra Israel-Hamas e ao mesmo tempo reiterou o seu “apelo urgente” para que os reféns sejam libertados.

    Sara Netanyahu, esposa do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, enviou uma carta ao Papa no domingo, solicitando a sua ajuda para a libertação dos reféns israelitas detidos pelo Hamas em Gaza. O Papa Francisco apelou repetidamente à libertação dos cativos e reuniu-se com alguns dos seus familiares em Novembro.

    Durante as suas observações, o Papa descreveu as crianças “devastadas” pela guerra como os “pequenos Jesuses” de hoje, lamentando o número de “inocentes” que estão a ser “massacrados no mundo”, incluindo aqueles que estão no “ventre das suas mães” e outros que são “em odisseias empreendidas no desespero e em busca de esperança.”

    O Papa também apelou à paz nos conflitos em todo o mundo, incluindo na Ucrânia, na Síria, na República Democrática do Congo e no Sudão do Sul.

    Ele reiterou as suas críticas ao comércio de armas, que rotulou de “os interesses e os lucros que movem as cordas das marionetes da guerra” e lamentou que “a produção, as vendas e o comércio de armas estejam em ascensão”.

    Este conteúdo foi criado originalmente em Internacional.

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