Israel: mais de 1500 membros da Guarda Revolucionária morreram em ataques

Desde sábado, Estados Unidos e Israel atingiram mais de 1.200 alvos no Irã

Tal Shalev, da CNN
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Israel estima que mais de 1.500 membros da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) foram mortos desde que os EUA e Israel lançaram ataques conjuntos contra o Irã na manhã de sábado, 28 de fevereiro, afirma um oficial israelense.

Os Estados Unidos e Israel já atingiram mais de 1.200 alvos nos primeiros três dias da guerra, um número que deverá crescer rapidamente nos próximos dias.

Na manhã de segunda-feira, a Sociedade do Crescente Vermelho informou que pelo menos 555 pessoas haviam sido mortas em ataques dos EUA e de Israel desde a manhã de sábado.

O que está acontecendo no Oriente Médio?

Os Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado (28) uma onda de ataques contra o Irã, em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano.

O regime dos aiatolás iniciou retaliação contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

No domingo, a mídia estatal iraniana anunciou que seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas feitas pelos ataques norte-americanos e israelenses.

Após o anúncio da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a "ofensiva mais pesada" da história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país persa considera se vingar pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um "direito e dever legítimo".

Em resposta, Trump ameaçou o Irã contra os ataques retaliatórios, dizendo "é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista". As agressões entre as partes seguem neste domingo.

Na véspera, Trump já havia afirmado que os ataques contra o Irã vão continuar "ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!".