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    Israel ordena retirada imediata de moradores de 4 cidades do sul de Gaza

    Região abriga pelo menos 100 mil pessoas

    Palestinos deixam norte da Faixa de Gaza em direção ao sul do enclave durante ataques israelenses na Faixa de Gaza
    Palestinos deixam norte da Faixa de Gaza em direção ao sul do enclave durante ataques israelenses na Faixa de Gaza 10/11/2023 REUTERS/Ibraheem Abu Mustafa

    Elizabeth Matravolgyida CNN

    Israel fez um alerta nesta quinta-feira (16) para que moradores de quatro cidades no sul da Faixa de Gaza deixem suas casas.

    Panfletos foram lançados por aviões israelenses, durante a noite de ontem. A ordem foi destinada para as cidades de Bani Shuhaila, Khuzaa, Abassan e Qarara, próximas a Khan Younis, local que recebeu milhares de pessoas vindas do norte de Gaza.

    Em tempos de paz, a região abriga mais de 100 mil pessoas. Mas acredita-se que essas cidades estejam lotadas de civis que fugiram das tropas israelenses no norte.

    Essa é a primeira vez que o exército de Israel realiza um alerta para o sul de Gaza. O local era considerado seguro para que civis pudessem se abrigar dos bombardeiros e da incursão militar em andamento.

    “Os atos do Hamas exigem que as forças de defesa ajam nas áreas de sua residência”, disseram os folhetos. “Para sua segurança, você precisa sair de casa imediatamente e ir para abrigos conhecidos.”

    Moradores relataram que a região foi alvo de fortes bombardeios durante toda a noite.

    No início da guerra, Israel ordenou que civis do norte de Gaza deixassem suas casas. A medida aconteceu antes da incursão terrestre das forças israelenses.

    Milhares de pessoas caminharam por dias, apenas com objetos pessoais, para o sul. A ONU estima que mais de 2,3 milhões de civis tenham sido deslocados desde o começo do conflito.

    Situação no norte de Gaza

    As Nações Unidas estão buscando caminhos para retirar os pacientes do hospital Al-Shifa. A maior unidade médica de Gaza está sob comando de Israel, depois de uma operação feita no local. Pacientes, médicos e civis estão presos dentro do complexo devido ao intenso combate na região.

    Israel alega que o Hamas utiliza o hospital como um centro de comando.

    Segundo o diretor de emergências regionais da OMS, Rick Brennan, um dos grandes obstáculos é que a Cruz Vermelha Palestina não tem combustível suficiente para utilizar nas ambulâncias que estão dentro de Gaza.

    O Egito disse estar aberto para enviar ambulâncias rumo ao norte, mas o país pediu garantias de segurança e passagem segura para a operação, disse Brennan.

    A OMS disse que há cerca de 600 pacientes, incluindo 27 em estado crítico no hospital de Al-Shifa.

    Ainda no campo de batalha, as Forças de Defesa de Israel disseram nesta quinta-feira (16), que assumiram o “controle operacional” do porto da cidade de Gaza. O local funciona como centro da frota de navios de pesca.

    Em um comunicado, Israel disse que o porto também foi usado como um centro de treinamento para os combatentes do Hamas. O exército afirmou que dez túneis foram destruídos na operação.

    A CNN não conseguiu verificar de forma independente as declarações das Forças de Israel.

    *Com informações da Reuters e CNN Internacional